A Associação de Organizações de Produtores da Banana da RAM (ABAMA) emitiu um comunicado em que ataca declarações do secretário da Agricultura, Humberto Vasconcelos.

"Declarações pomposas e heróicas proferidas pelo
Secretário Humberto Vasconcelos relacionadas com o pagamento de todos os
prejuízos provocados pelos recentes temporais no sector da Banana necessitam
do seu cabal esclarecimento ou justificação, séria. Que valores indemnizatórios vão receber os banicultores que tiveram prejuízos inferiores a 30% da área das suas
plantações. Quanto?", questiona a ABAMA.

O que se sabe, conhece e está contratualmente definido
nas apólices é que o seguro “só pega” (indemniza) acima de prejuízos superiores
a 30% da área cultivada. O Sr.
Secretário da Agricultura e da Gesba sabe quantos Bananicultores tiveram
prejuízos que não atingiram esses tais “manhosos” 30% Sabe, que
esses produtores de Banana vão receber ZERO de indeminização? Se não sabe
informe-se! E
corrija-nos, se for o caso, ou então peça desculpa pela sua (possivelmente
mal-intencionada) informação.
— ABAMA

Refere que todos os
reclamantes dos prejuízos provocados pelos ventos do ano passado (2020) que solicitaram indeminizações ao seguro da Gesba, mas que só tinham prejuízos em
menos de 30% das áreas de cultivo de Banana "não receberam nada, absolutamente
nada".

A solução,
já apresentada pela ABAMA ao Governo, é a da "criação de um Fundo Mutualista de
assistência aos Bananicultores da Madeira".

O governo
mais a Gesba, têm recursos financeiros disponíveis, fartos recursos humanos e igualmente
“bem nutridos” benéficos líquidos (lucros) com o negócio de compra e venda da
Banana que nós cultivamos. Saúde
financeira não vos falta. A maioria dos Bananicultores da Madeira vive economicamente no
limite da sustentabilidade. Seja lá qual for o prejuízo, os efeitos directos na sua vida pessoal
e familiar são arrasadores.
— ABAMA

E, a terminar, deixa dois alertas: "Perder seja que percentagem for, para o agricultor da banana, é
economicamente incomportável. Para muitos perder 100€/mês é a diferença entre viver dignamente ou
ter que pedir esmola".