No âmbito do Dia Mundial do Coração,
que se assinala a 29 de setembro, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) e
a Amgen Biofarmacêutica lançam uma campanha sob o mote ‘Enfarte: o Colesterol
pode dar o alerta’, para sensibilizar a população portuguesa para o impacto do
colesterol elevado no risco aumentado das doenças cardiovasculares,
nomeadamente o enfarte.
O colesterol elevado é um dos
principais factores de risco modificáveis nas doenças das cardiovasculares, pelo
que a SPC vai lançar uma campanha digital com a colaboração de influenciadores
digitais e um vídeo de sensibilização em parceria com os Cinemas NOS, de 1 a 7
de Outubro. Esta campanha visa alertar para a importância de vigiar os níveis
de colesterol, a saúde cardiovascular e prevenir estas patologias através da
adopção de uma alimentação e estilo de vida saudáveis.
Victor Gil, presidente da SPC, recorda
que o colesterol elevado é um “inimigo silencioso da saúde cardiovascular” e quando
ocorrem desequilíbrios entre os níveis dos dois tipos de colesterol, o HDL e o
LDL, dá-se a “acumulação de depósitos de gordura nas artérias, o que, ao longo
do tempo, leva ao seu progressivo estreitamento resultando no bloqueio do fluxo
sanguíneo, originando doença cardíaca ou cerebral”.
Segundo dados do Ministério da Saúde,
63,3% dos portugueses entre os 25 e os 74 anos apresentam níveis elevados de
colesterol. Em Portugal, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 29,5%
das mortes, sendo que o enfarte do miocárdio mata, em média, 12 pessoas por
dia. Ter o colesterol muito elevado pode significar estar em risco iminente de
sofrer um enfarte do miocárdio ou um acidente vascular cerebral (AVC).
O Diretor-Geral da Amgen, Tiago
Amieiro, revela que através desta acção de sensibilização, a ideia é “alertar
a sociedade portuguesa para os perigos do colesterol elevado e para o risco cardiovascular
que a falta de controlo deste representa, contribuindo para o reforço da
importância de vigiar os níveis de colesterol e falar com o médico sobre os
riscos cardiovasculares”.
Anualmente morrem cerca de 33 mil
pessoas devido a doenças cardiovasculares que continuam a ser a principal causa
de morte em Portugal, representando cerca de um terço de todos os óbitos.

