Na
actividade política promovida manhã, o deputado Paulo Alves do JPP acusou a coligação PSD/CDS de desvalorizar em plenário os assuntos referentes ao professores, como seja a alteração o Estatuto da Carreira Docente.
Paulo Alves
ressalva que, durante a discussão plenária “todos os partidos mostraram
concordância nas alterações apresentadas”, contudo, “esta coligação PSD/CDS
prepara-se para chumbar o diploma do JPP, justificando que a apresentação deste
diploma ocorre num momento 'extemporâneo'”.
"A proposta
do JPP junta-se a outras já apresentadas na Assembleia Legislativa da Madeira,
por diferentes partidos da oposição, todas chumbadas pelo PSD/CDS", vinca o deputado d JPP, apontando como exemplo "a petição assinada por 3.640 docentes a pedir a discussão em plenário de
assuntos da Educação e docência", que foi "recusada pelo PSD na 6ª Comissão”.
Diz ainda que a coligação PSD/CDS recusa-se a discutir “qualquer alteração que
tenha a ver com a Lei da pré-reforma; com a possibilidade da isenção da
componente letiva para docentes com mais de 60 anos, a pedido destes e
atendendo a situações específicas; com a redução da componente letiva para
docentes do 1ª ciclo e pré-escolar, nos mesmos moldes que os docentes dos
restantes níveis de ensino e com a eliminação dos entraves à progressão na
carreira, como as vagas no acesso aos 5º e 7º escalões, desconsiderando e
desrespeitando todos os docentes da Região”.
Paulo Alves alega que, questionado sobre esta situação, o presidente do Governo Regional terá respondido que "não
é o momento oportuno".
O deputado do JPP contrapõe a posição de Albuquerque enumerando uma série de exemplos em que o executivo "irá gastar milhões". Como sejam: num novo campo de futebol para Câmara de Lobos, um pavilhão para o Nacional e outro na Escola dos Louros; em transferências para as Sociedades de Desenvolvimento "tecnicamente falidas"; no aumento do número dos membros dos conselhos de
administração do SESARAM e da IHM; no asfaltamento da estrada das
Ginjas, entre os outros.
Paulo Alves
relembrou também que “mais alguns milhões de euros que são dados aos 'grandes' clubes de
futebol da Região, que passam por tantas dificuldades financeiras que nem
conseguem pagar as contas da eletricidade que gastaram”.
“São cerca
de 2 milhões de euros de dívida que o Marítimo e Nacional têm à Empresa de
Electricidade da Madeira. Aqui não se equacionam os 'momentos oportunos?'"
Para o JPP, "a gestão
das prioridades do PSD, agora com apoio incondicional do CDS, mantém-se o de
sempre: valorizar os interesses dos mesmos em detrimento da valorização das
classes e carreiras de profissionais como os professores, enfermeiros,
assistentes operacionais, ajudantes domiciliárias, médicos e todos os outros
profissionais que não possuam ligações ao lobby do betão e do alcatrão”, sublinhou o deputado.

