Prosseguem, pelo 4.º ano consecutivo, os programas de monitorização dos recifes artificiais criados pelo
afundamento das Corvetas General Pereira d’Eça (CORCEIRA - Madeira) e Afonso
Cerqueira (CORDECA - Porto Santo).

Depois da campanha de Verão,
que decorreu no Porto Santo entre 4 e 14 de Julho, a equipa do CIIMAR-Madeira,
responsável por este projecto, juntamente com elementos do Instituto de
Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), iniciou esta semana os mergulhos de
monitorização do recife CORCEIRA, na Madeira, com a temperatura e a
visibilidade da água do mar a ajudar nos trabalhos.

À semelhança do que sucedeu no
Porto Santo, os investigadores apontam que a CORCEIRA está a atrair diversas
espécies de peixes e está a criar a sua própria comunidade residente. Exemplo
disso são os bodiões juvenis que foram observados em Dezembro de 2019 e que
agora estão mais crescidos. Estes peixes encontram no recife não só refúgio e
habitat, como também alimento, graças às algas e invertebrados que tem
colonizado a estrutura do navio

O trabalho vai continuar
durante a próxima semana, de modo a cobrir a totalidade dos seis locais que, na
Madeira, constituem as estações de amostragem do programa de monitorização.