De acordo com o PCP, nos acessos ao Paul da Serra, na zona da
Cova Grande e Cova dos Louros, nas serras do concelho da Ponta do Sol,
está em curso "uma intervenção que, para além de uma enorme pedreira, através de
fundos comunitários da União Europeia e através de apoios do Governo Regional
da Madeira, tem uma negativa incidência paisagística e coloca muitas dúvidas
quanto à salvaguarda da protecção ambiental".

Toda a intervenção naquele território abarca uma vasta área geográfica onde, para além dos fortes impactos ambientais e paisagísticos, se colocam problemas para a segurança de pessoas e bens a jusante, em virtude da actual estruturação dos terrenos em caso de chuvas mais intensa"
— diz através de um comunicado de imprensa.
Numa área territorial especialmente sensível, como é a zona das serras do Paul da Serra, tudo se torna ainda mais contraditório e brutalmente agressivo para a protecção ambiental e para a salvaguarda da paisagem quando continua a operar, com toda a anuência dos governantes, a imensa pedreira, agora ainda mais exposta na sua capacidade destrutiva"
— acrescenta.

No seu entender, "a actividade extensiva e destrutiva da
agressão paisagística e ambiental provocada pela pedreira naquela zona de
montanha, nos acessos ao Paul da Serra, manifesta uma incúria injustificável
que responsabiliza os governantes na Região Autónoma da Madeira".

Tendo isto em conta, revela que o PCP, através do deputado Ricardo Lume,
avançará com o questionamento ao Governo Regional, "no sentido de se apurar
informação oficial sobre as razões e fundamentos para a licenciada continuidade
da intensa intervenção da pedreira, tão negativa para o ambiente e para a
paisagem, e a sua compatibilização com os alegados objectivos de reposição
paisagística da zona florestal, que justificaram avultados financiamentos
públicos para a operação em curso nas serras da Ponta do Sol, nos acessos ao
Paul da Serra".

O deputado do PCP irá ainda interpelar o
Governo Regional "quanto aos eventuais estudos de impacto ambiental que terão
antecedido e enquadrado aquela intervenção naquele território, assim como
também quanto aos eventuais planos de previsão de riscos inerentes àquela
impactante modificação paisagística".