Os colégios dizem estar a
aplicar escrupulosamente as indicações da Direcção-Geral da Saúde (DGS) para o
reinício das aulas em Setembro, sublinhando que tem de haver "bom
senso" no momento de tomar medidas.
"Está a haver um
cumprimento escrupuloso das normas da DGS para o próximo ano letivo",
garantiu Rodrigo Queiroz e Melo, diretor da Associação dos Estabelecimentos do
Ensino Particular e Cooperativo (AEEP).
A obrigatoriedade do uso de
máscaras e a higienização das mãos e espaços comuns são "pontos
fundamentais da luta contra a covid-19", que no passado ano letivo obrigou
ao encerramento de todas as escolas e à consequente substituição das aulas
presenciais pelo ensino à distância.
Além das normas gerais, cada
direção escolar está a pôr em prática as medidas concretas que considera serem
mais eficazes, mas Rodrigo Queiroz e Melo alertou que é preciso "bom
senso".
Entre as medidas pensadas
estão a hipótese de desfasar os horários de entrada e saída dos alunos, criar
circuitos mais fechados de circulação dentro das instalações e até suspender as
competições desportivas e culturais.
A redução do tempo dos
intervalos é outra das opções em cima da mesa, mas Rodrigo Queiroz e Melo
reconhece que poderá trazer desvantagens para a concentração e relações sociais
entre alunos.
"Tem de haver bom senso
e ser razoável no momento de tomar medidas, não podemos sacrificar a saúde de
uma geração. Muitos alunos vêm todos juntos no autocarro e depois quando chegam
ao colégio dizemos que não se podem tocar. Assim como também não nos podemos
esquecer que há muitos alunos com irmãos no colégio", exemplificou.
A possibilidade de desdobrar
as turmas parece não estar entre os planos dos colégios. Rodrigo Queiroz e Melo
explicou que não existe espaço físico para ter o dobro das turmas nem
professores.
No que toca às refeições,
alguns estabelecimentos de ensino privado instalaram estruturas de PVC entre as
mesas das cantinas para continuarem a receber os alunos, sendo que as refeições
serão circunscritas para diferentes níveis de ensino.
O representante dos
estabelecimentos de ensino privado lembrou ainda que "até ao momento não
há nenhuma evidência (prova) de que as escolas sejam um problema".
No entanto se a situação
pandémica se agravar, o ensino deixará de ser presencial, passando a misto ou
mesmo à distância, à semelhança do que está previsto para as escolas públicas.
Por enquanto, "o ano
está preparado para ser presencial e vai começar com toda a serenidade",
afirmou, garantindo que as escolas já têm os seus planos de contingência que
serão do conhecimento dos encarregados de educação.
As aulas começam entre os
dias 14 e 17 de setembro e será o regresso ao ensino presencial, depois de no
passado ano letivo o Governo ter decidido encerrar todas as escolas para conter
a disseminação da covid-19.
Em meados de março, os
alunos foram para casa e o ensino passou a ser feito à distância.
