Falta de policiamento e de apoio por parte da Câmara
Municipal do Porto Santo são dois dos motivos que levaram ontem os comerciantes
da ‘ilha dourada’ a encerrarem os estabelecimentos mais cedo, às 22h30.

Miguel Velosa, presidente da Associação de Indústria,
Comércio e Turismo do Porto Santo, chegou mesmo a dizer que “quase todas as câmaras
da Região Autónoma da Madeira ajudaram os empresários monetariamente, coisa que
não aconteceu no Porto Santo”.

Ao DIÁRIO, o empresário queixou-se também da falta de
policiamento, pois afirma que por noite existem apenas dois agentes policiais
nas ruas, o que, garante, “não é suficiente para controlar 400/500 pessoas”.

“Ao abrir as fronteiras não fizeram o controlo devido
e neste momento estamos com um número extremamente alto de pessoas no Porto
Santo, não há um controlo na entrada”, disse, sublinhando que “eles não são
super-polícias”.

Miguel Velosa admitiu ainda que “é impossível” estar a
servir e a controlar as pessoas que saem com a garrafa para a via pública, ou
que arrastam as mesas e ficam coladas umas nas outras, e que isto faz com que
os funcionários não consigam fazer um serviço de qualidade.

Por fim, alertou também para o vandalismo após o fecho
dos estabelecimentos, o que tem sido uma constante nos últimos tempos. “Posso reportar
que ainda ontem ao regressar a casa, por volta das 4 horas, acabei por
encontrar contentores a meio da estrada. São situações muito complicadas e tem
de haver uma concertação de ideias entre a PSP, a Câmara Municipal do Porto
Santo e a Direcção Regional de Saúde”, concluiu.