Este cenário de melhoria na dinâmica empresarial é sentida a nível nacional, revela no seu último 'Barómetro' que o "nascimento mensal
de novas empresas aproxima-se da tendência pré-Covid", uma vez que "Junho registou 2.581 novas empresas, mais do dobro que em Abril".
Em Abril, segundo os dados da consultora Informa D&B, tinham sido criadas 20 empresas na Região Autónoma, já menos de metade das que tinham sido criadas em Março (43). Entre Janeiro e Junho, o melhor mês foi mesmo o primeiro, com 121 constituições, mesmo assim -15% do que em igual período do ano passado (142).
Com o retomar gradual das actividades económicas, muitos negócios têm sido criados, mas também mais encerramentos e insolvências como consequência do período de crise que já se sente. Em Junho, foram encerradas 32 empresas, +10% do que há um ano, enquanto em Maio tinham sido fechadas 25, contra 36 um ano antes (-30,6%).
Assiste-se, mesmo assim, a um decréscimo nos encerramentos de empresas, totalizando assim 198 em seis meses contra 243 no mesmo período de 2019, para -18,5%. Este é o melhor indicador entre primeiros semestres homólogos desde 2014 (186) face a 2013 (289), quando os encerramentos baixaram 35,6%.
Na nota, revelam que os "Serviços empresariais e Tecnologias de informação e
comunicação ganham destaque nas novas empresas"; os "Transportes ocasionais de passageiros, Serviços de saúde e
Actividades imobiliárias são os sectores mais afectados nas constituições" e que as "insolvências sobem 4% no semestre face ao período homólogo".
Mas se há melhorias na criação de empresas nos últimos meses (apesar da degradação semestral) e agravamento mensal nas empresas que fecham portas (embora menos encerramentos no acumulado face a períodos homólogos), nos indicadores das insolvências a coisa tende a piorar de forma dramática.
No mês passado deram entrada 14 processos de insolvência de empresas com sede na Madeira, contra 3 no mesmo mês de Junho do ano passado. Corresponde a um aumento de 366,7%. No acumulado, são 30 insolvências, contra 28 nos primeiros seis meses de 2019. Dá um aumento de 7,1%, mas o que mais se denota é o facto de quase metade (46,6%) das insolvências terem ocorrido no mês passado e se juntarmos as duas insolvências de Maio, em apenas dois meses ocorreram mais de metade dos processos.

