“As melhorias nas ajudas à
Madeira que foram introduzidas no Orçamento Suplementar, foram introduzidas
graças ao nosso trabalho e às nossas propostas, propostas e ajudas essas que
curiosamente voltaram a registar o voto contra dos deputados do PS”. A
afirmação é da deputada Sara Madruga da Costa que, hoje e em jeito de balanço,
assume os avanços conseguidos neste documento e o facto de o mesmo ter ficado
melhor para a Madeira, vincando, todavia, que as ajudas da República poderiam
ter ido muito mais longe, dispensando meses de espera.
“A partir de agora, a Região
poderá contrair um empréstimo para fazer face às consequências económicas,
sociais e de saúde pública resultantes da COVID-19 e não terá de pagar as
próximas prestações do PAEF e isso deve-se ao trabalho que desenvolvemos na
Assembleia da República”, reitera a Social-democrata, afirmando que, perante o
enorme esforço que a Madeira fez e continua a fazer nesta matéria, “merecia
muito mais do Estado Português, daí a nossa abstenção”.
Abstenção que foi
determinante para a viabilização do Orçamento, conforme esclareceu Sara Madruga
da Costa: “se não fosse a abstenção do PSD, o Orçamento Suplementar não teria
sido aprovado, já que a maior parte dos partidos votaram contra, não se revêm e
criticaram severamente as opções do Governo da República perante a
pandemia”, disse.
É de lamentar, reforça, “que
aqueles que nada fizeram para contribuir para a melhoria das ajudas à Madeira -
nem uma única proposta propuseram e limitaram-se na sexta-feira, a votar do
lado do seu partido e do seu Governo, contra a maioria do parlamento e dos
deputados que ou votaram contra ou se abstiveram – venham agora tentar
confundir e tentar deitar areia para os olhos dos madeirenses e porto-santenses
dizendo que contribuíram para a aprovação das ajudas à Madeira, quando nada
fizeram”, rematando que ficou evidente “quem é que esteve sempre na linha da
frente, na defesa da Madeira e quem é que se limitou a fazer mera propaganda
politica”.

