O Reino Unido decidiu incluir as regiões autónomas da Madeira e dos Açores no corredor turístico, ao contrário do que aconteceu com o território continental, mas a decisão tem confusão à mistura. Isto porque os ministros do Interior e dos Negócios Estrangeiros daquele país têm interpretações diferentes sobre a mesma realidade.
“Esta decisão comunicada hoje pelo governo de Inglaterra gera confusão. Tem aspectos positivos. O primeiro aspecto é que considera a Madeira um destino seguro e isso é um reconhecimento do trabalho que a Madeira tem feito e naturalmente que é o registo que mais interessa, mas a confusão é causada pela não coincidência entre as listas que são colocadas a público pelo Ministro do Interior e pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros ingleses. Um considera a Madeira um destino seguro e outro não liberta a Madeira da obrigação dos cidadãos que voltam a Inglaterra ficarem em quarentena”, disse o secretário regional do Turismo e Cultura, Eduardo Jesus.
O governante entende que é preciso resolver este “paradoxo” e que o Governo Regional fará todas as diligências nesse sentido. “Estamos em crer que se trata de um erro e tratando-se de um erro estamos a diligenciar no sentido de que as autoridades tomem devida nota dos argumentos que são apresentados, não só pela Madeira, mas pelas próprias autoridades inglesas que já nos conhecem”.
Para consubstanciar a decisão do governo britânico, Eduardo Jesus lembrou que não existe mais nenhum destino europeu com um controle pandémico igual à Madeira e com zero mortes. “Os atributos da Madeira valem muito mais do que esta decisão que foi entendida pelo Ministério do Interior de Inglaterra”.
A situação merece um cabal esclarecimento para que as operações possam regressar em segurança. O secretário regional aguarda assim que, nos próximos dias, tudo fique resolvido.

