O PCP abordou hoje as preocupações
da classe docente da Região, em relação à realidade laboral no sector da
educação e aos impactos da Covid-19 na realidade escolar.
Depois de se ter reunido
com o Sindicato dos Professores da Madeira (SPM), o deputado Ricardo Lume
destacou as preocupações em relação aos problemas que surgiram na implementação
do ensino à distância, o menor aproveitamento escolar para os alunos com mais
dificuldade de aprendizagem, assim como os que apresentam carências económicas.
O ensino à distância colocou
novos desafios aos professores, na grande maioria dos casos “sem o devido
acompanhamento por parte das escolas e da Secretaria Regional de Educação”. Esta
foi uma das conclusões da reunião, assim como a preparação do início do novo
ano lectivo, sendo necessário “garantir uma redução do número de alunos por
turma”, preferencialmente até 15 alunos, tendo em conta os distanciamentos
recomendados pelas autoridades de saúde e o espaçamento nas salas de aulas,
sendo certo que a redução de alunos por turma ou de divisão das turmas em dois
turnos, deverá “garantir a contratação de mais professores”.
A reunião abordou ainda a
luta dos professores na Região que reivindicam um “sistema mais justo para a
vinculação dos professores precários ao quadro da Secretaria Regional da
Educação”, defendendo a “vinculação com três anos de serviço independentemente
do período de docência ter sido exercido em diferentes grupos disciplinares”,
refere o PCP.
O combate ao envelhecimento
da classe docente foi também uma preocupação levantada pelo SPM que defende a “redução
da componente lectiva para os professores do 1.ºciclo e do Pré-escolar nos
mesmos moldes que acontece para os professores dos restantes ciclos de ensino”.
Recorde-se que esta reunião
realizou-se no âmbito das Jornadas Legislativas do PCP que têm como
objectivo analisar a situação sócio
laboral da Região, tendo em conta a nova realidade decorrente da pandemia de
Covid-19, expondo os problemas vividos pelos madeirenses e avançar com
propostas concretas, contribuindo para um “verdadeiro desenvolvimento
sócio-económico da RAM que privilegie a igualdade de oportunidades e a
salvaguarda dos sectores produtivos regionais”, defende o PCP.

