A Empresa de Electricidade da Madeira (EEM) informa que está a
proceder a acertos das facturas de electricidade. Com as restrições impostas
pelo período de confinamento, as leituras aos contadores de energia eléctrica
foram suspensas, entre o mês de Março e o final de Abril, tendo sido retomadas,
de forma limitada, no início do mês de Maio.
Durante esse período, os clientes que não enviaram a leitura dos
seus contadores, viram facturados os meses de Março, Abril, e, parcialmente, Maio
e Junho, com base em estimativas de consumos anteriores ao período de
confinamento. Uma situação que está a ser rectificada na maioria das facturas
do mês de Julho que inclui os acertos de facturação relativos aos primeiros
seis meses do ano, já que foi reiniciada a faturação com base em consumos reais.
Segundo um comunicado da EEM, “para além da correcção da
estimativa facturada, as facturas de Julho traduzem, também, o aumento
considerável do consumo médio de energia eléctrica, nos meses em que as pessoas
ficaram em casa”. Quer isto dizer que houve cerca de 48 mil clientes que tiveram
um aumento médio de consumo superior a 40%, face ao consumo homólogo de 2019.
Recorrendo a um exemplo prático, a EEM diz que uma família típica
de três pessoa pode ter, de forma previsível e justificável, um aumento global
da factura mensal em 31,8 euros, (passar de 66,7 euros para 98,5 euros).
“Considerando que o período de leituras dos contadores é
trimestral, facilmente se conclui que o acerto de facturação possa ter um
impacto muito significativo, com valores a rondar os 162 euros (faturação
normal: 66,7 euros + 3 x 31,8 euros)”, adianta ainda a EEM, referindo que diferentes
agregados familiares, diferentes equipamentos e utilizações, originarão,
também, facturações inferiores ou superiores, referentes aos casos apresentados.
A Empresa de Eletricidade da Madeira “espera que este
esclarecimento complemente e ajude, definitivamente, a clarificar as dúvidas
colocadas por alguns clientes”, encontrando-se disponível para “prestar os
esclarecimentos necessários e solicitados”. Adianta ainda que nos
casos que suscitem maiores dúvidas, o atendimento deverá ser presencial.
A
EEM informa ainda que os acertos podem ser pagos sem juros em planos de
prestações, sempre que o cliente o solicitar, tal como as facturas emitidas
entre Março e Junho de 2020. Para este período, as faturas podem ser pagas em
prestações, sem juros, por um período máximo de doze meses.
Por
fim, a EEM adianta que “todos os clientes têm o direito de solicitar a
verificação dos sistemas de contagem nos termos da legislação em vigor, não se
antecipando, todavia, anomalias nos sistemas, dado que são sujeitos a inspecções
e auditorias periódicas, por amostragem”.
EEM explica de que forma as famílias podem aumentar o consumo de electricidade:
- Se uma família de três pessoas, com um
consumo médio de 281 kWh/mês e uma fatura média de 67 euros:
- Ligar a placa elétrica mais
uma hora por dia, consome, em média mais 45 kWh/mês, ou seja, aumenta o seu
consumo em mais 16%.
- Ligar o forno elétrico mais
meia hora por dia, consome, em média mais 37,5 kWh/mês, ou seja, aumenta o seu
consumo em mais 13%.
- Ligar o computador mais seis
hora por dia, consome, em média mais 45 kWh/mês, ou seja, aumenta o seu consumo
em mais 16%.
- Mantiver a televisão ligada
mais seis hora por dia, consome, em média mais 16 kWh/mês, ou seja, aumenta o
seu consumo em mais 6%.
- Cumulativamente, se fizer
tudo isto, consome em média mais 144 kWh, ou seja, aumenta o seu consumo em
cerca de 51%.
“Com a ocorrência da pandemia Covid19, esta foi a realidade
aplicável à maioria dos agregados familiares madeirenses e porto-santenses”, refere
a EEM

