Uma petição a pedir "justiça pela falta de prestação de auxílio aos animais do canil cantinho 4 patas em Santo Tirso", consumido pelas chamas durante a madrugada de hoje, reuniu já mais de 45.000 assinaturas.
A petição 'online' afirma que os agentes da GNR e a proprietária do terreno, situado na Serra da Agrela, em Santo Tirso, "impediram o salvamento dos animais, negando auxílio enquanto ainda se podiam salvar", adiantando que viviam no canil cerca de 150 animais de companhia.
"Esta situação não pode ficar impune", afirma o texto, que gerou já dezenas de comentários de indignação, pedindo que "tanto a GNR como a proprietária venham a ser julgados em tribunal e punidos, pelos crimes de maus tratos aos animais de companhia, negligência, e falta de auxílio quando o poderiam ter feito".
A GNR esclareceu hoje que a morte de animais no incêndio em Santo Tirso não se deveu ao facto de ter impedido o acesso ao local de populares, mas à dimensão do fogo e à quantidade de animais.
"É importante salientar que as consequências trágicas deste fogo não tiveram qualquer correspondência com o facto de a Guarda ter impedido o acesso ao local por parte dos populares. A essa hora, já tinham sido salvos os animais que foi possível salvar".
O PAN alertou hoje que o incêndio de grandes proporções em Santo Tirso, no distrito do Porto, atingiu dois abrigos de animais e refere que "dezenas de animais já morreram carbonizados", apelando a mudanças na legislação.
O partido vai apresentar queixa ao Ministério Público e pedir a presença do ministro da Administração Interna no parlamento para pedir explicações.
A Lusa contactou a Câmara Municipal de Santo Tirso, que remeteu esclarecimentos para um comunicado a divulgar ainda hoje.
