O PSD da Madeira, através de nós os seus deputados à Assembleia da República, teve uma postura muito genuína e transparente na primeira votação do Orçamento de Estado. Em primeiro lugar colocámos, como sempre, os interesses da Madeira em primeiro lugar. Em simultâneo apresentámos uma postura de «boa vontade» em relação ao governo da República para que este resolva de uma vez por todas questões fundamentais para a Região e que, infelizmente, o PS tem insistido em não resolver penalizando fortemente a Madeira e os Madeirenses. Assim, demonstrámos estar prontos para o diálogo. Prontos para negociar. Prontos para chegar a um acordo. Agora está nas mãos do PS, mas em especial do primeiro-ministro, aceitar ou não a nossa «boa vontade». Depois da nossa disponibilidade virá a avaliação final. Quanto a Propostas são 50 da nossa parte o que demonstra bem o real diagnóstico que fazemos e como sabemos representar os mais diversos interesses da Madeira e do Porto Santo. Não esquecemos nada nem ninguém. Fomos exaustivos.

O congresso PSD

O PSD terá o seu Congresso nos próximos dias. Isto depois das eleições internas que escolheram a continuidade do Presidente da Comissão Política nacional. Está escolhido e obviamente há que respeitar. Obviamente, também, ninguém fica coartado de ter a sua opinião independentemente das escolhas passadas. Para mim o caminho do PSD passa, essencialmente, por 4 pontos. Todos em simultâneo. O PSD tem que ter uma clara estratégia de Oposição ao atual governo (de António Costa) e à atual solução governativa (do PS com a extrema esquerda). Essa estratégia de Oposição deve ser claríssima e passa essencialmente pelo combate político na Assembleia da República. Um combate sem tréguas porque a situação do País assim obriga. A outra estratégia é a do PSD ser uma verdadeira Alternativa ao PS e à solução de governo. Não basta dizer mal - no caso muito mal porque existem muitas razões para isso - mas o PSD tem que mostrar claramente que tem uma forma de governar e um projeto de governo que nada, mas mesmo nada, tem a ver com a forma de governar do PS com a extrema esquerda. Essa alternativa passa muito por propostas setoriais que devem ser apresentadas pelo Partido. A prioridade deve ser criar riqueza num País onde 30% vive na miséria ou é pobre e onde a classe média também é pobre e os rendimentos médios dos portugueses baixíssimos. Além de uma carga fiscal que se transformou num confisco fiscal aos trabalhadores, às famílias e às empresas. Também temos que por um ponto final à política da esquerda em acentuar as desigualdades sociais através da sua agenda ideológica de extrema esquerda que tem levado a uma separação insuportável e inaceitável entre os mais pobres e o outros através de serviços públicos de má qualidade na saúde, na Justiça, na Segurança, nos transportes e na educação.

O terceiro ponto é o PSD ter uma estratégia urbana de federal a nossa área política. Dificilmente o PSD ganhará sozinho, com maioria absoluta, umas eleições nacionais. E já se percebeu que desde 2011 só governa quem conseguir maioria absoluta na sua área política. É por isso que o PSD tem que conseguir federal a nossa área política para juntos derrubarmos a esquerda e a extrema esquerda do poder e sermos uma alternativa de sucesso e estável. O quarto ponto é unir o Partido. É impossível ganhar seja o que for se não existir uma união genuína dentro do Partido. Todos somos poucos se tivermos em conta os enormes desafios que o PSD tem pela frente e os enormes problemas que Portugal tem no presente.

São estes quatro pontos que na minha opinião são prioritários no PSD se quisermos continuar a ser um grande partido e um partido com relevância na vida política nacional.