Continuam a acentuar-se as desigualdades sociais/salariais. Hoje, mais de 10% dos trabalhadores sobrevivem abaixo do limiar da pobreza! A precariedade aumenta. Cerca de 30% de quem trabalha no sector privado têm vínculos precários. Da parte do patronato fazem crer que os salários não podem aumentar porque a produtividade é reduzida. Homessa!, os trabalhadores não são vistos nem achados para emitirem quaisquer pareceres para elevar a produção. Depois, as empresas nunca faliram por aumentar os trabalhadores em geral, se bem (mal) que os seus gestores sejam principescamente remunerados. Haja boa gestão e organização e não se passem culpas para o trabalho. Mesmo assim, a produtividade aumentou 17% e os salários reais subiram 5%(!). O diferencial de 12% foi para as empresas, mas as desigualdades salariais são evidentes e não estimulam quem trabalha... Portugal não se levanta com precariedade e menos ainda com muito baixos salários!
Vítor Colaço Santos