A Associação Portuguesa de Imprensa (API) tem lutado por melhores e mais eficazes apoios do Estado à Imprensa em Portugal, desde os discursos do Presidente da República nos Prémios Gazeta, em Novembro passado.
Apesar de ainda haver muito por fazer, a API congratula-se com o facto de, “pela primeira vez nos últimos 20 anos, a maioria dos partidos na Assembleia da República apresentou propostas concretas de novos apoios, todas elas baseadas nas propostas que as Associações de Imprensa vêm apresentando e que têm como principal finalidade sustentar as edições de papel para encontrar o modelo de negócio no mundo digital”.
Salienta a aprovação no Orçamento do Estado 2020 de várias propostas, nomeadamente a proposta do PSD que “determina que o Governo terá de fazer o despacho orientador dos apoios em Abril de cada ano (lembramos que o despacho para os apoios de 2019 foi feito em Janeiro de 2020)”. Foi ainda aprovada a proposta do BE que determina a diminuição do valor máximo de não aplicação da lei das campanhas de publicidade institucional do Estado (desceu de 15.000€ para 5.000€), o que vai “tornar mais efectiva a chegada deste investimento à Imprensa regional e local”, assim como a proposta do PAN sobre a obrigação do Governo realizar, este ano, um estudo sobre as necessidades e constrangimentos das empresas de media em Portugal, que vai “permitir-nos apresentar, mais uma vez, os nossos pontos de vista”, refere a API através de comunicado, destacando ainda o relançamento do portal da Imprensa, por proposta do PAN, como a “marca mais forte de que nos estamos a preparar, com efectividade, para o mundo digital que todos os dias nos levanta novos desafios”.
A Associação Portuguesa de Imprensa reconhece ainda “todos os editores que apoiaram a luta publicando noticias, artigos de opinião ou escrevendo aos deputados e aos grupos parlamentares, acções que contribuíram muito para que o resultado, sendo limitado, tem, no entanto, uma forte participação parlamentar, pois de outra forma não teria sido possível que fossem aprovadas alterações ao OE que traduzem propostas das Associações e que tiveram o voto contra do PS”.
