O deputado municipal Gonçalo Pimenta (CDS) defendeu, esta manhã,
no debate na Assembleia Municipal sobre o estado da cidade, que “o Funchal precisa
de uma viragem à direita”, porque “não está bem” e “precisa de novas políticas”.
O principal reparo foi para a política financeira e de investimento da
autarquia, já que, segundo os dados do Anuário Financeiro da Ordem dos Contabilistas
Certificados referente a 2019, “o mago das Finanças Miguel Gouveia tornou-se no
político mais endividado e com a mais baixa taxa de execução de investimento
(37%)”.

“Esta Câmara é boa a inserir números no Excel mas a execução é
baixa”, acrescentou Gonçalo Pimenta, que enumerou alguns investimentos que
ficaram por fazer, como a requalificação do centro da freguesia de São Gonçalo e
a requalificação urbana de Santo António. “Zero” foi aquilo que o autarca do
CDS viu concretizado em medidas prometidas pela vereação da coligação liderada
pelo PS, como o programa de arrendamento jovem, o programa de partilha de
bicicletas eléctricas, a nova ETAR, as transferências do Fundo de Turismo.

Na óptica de Gonçalo Pimenta, a coligação liderada pelos
socialistas “nada de positivo acrescentou à cidade do Funchal”, pelo que
defendeu a referida “viragem à direita”.