Segundo a ANACOM, "o processo de migração dos emissores que compõem a rede de televisão digital (TDT), que emitem na faixa dos 700 MHz, está a aproximar-se do fim", isto porque "dos 243 emissores em causa, 228 - cerca de 94% - estão a funcionar na nova frequência", restando algumas nos Açores e todas na Madeira. Com a alteração de frequência do emissor de Alenquer - feita na segunda-feira passada, 7 de Dezembro -, terminou o processo em Portugal Continental.
"Na Região Autónoma dos Açores, onde existem oito emissores, o processo começou no passado dia 3, estando prevista a sua conclusão no dia 11 de Dezembro" e "na Região Autónoma da Madeira, onde serão alterados 11 emissores, o processo vai iniciar-se" hoje, 9 de Dezembro, e termina no dia 18 de Dezembro, conforme o calendário aprovado, refere a ANACOM na sua última comunicação sobre a temática.
"Nesse dia, a faixa dos 700 MHz ficará totalmente liberta em todo o País, permitindo-se assim a sua utilização para implementação do 5G, estando em curso o processo que visa a atribuição dos direitos de utilização de frequências", revela. "De acordo com o calendário, prevê-se que estes direitos possam ser atribuídos no 1.º trimestre de 2021, após o que as redes poderão começar a ser instaladas, tanto no continente como nas regiões autónomas, cabendo aos operadores decidir onde começarão a instalar as redes", aponta.
Ajuda a quem tem dificuldades de sintonizar a tv
Refira-se, em acrescento, que "o processo de migração da TDT tem decorrido com enorme normalidade", tendo a ANACOM criado "uma linha telefónica gratuita para apoiar a população neste processo, que até agora (dia 7) recebeu cerca de 109 mil chamadas. Além de esclarecer dúvidas e ajudar a fazer a sintonia dos equipamentos através do n.º gratuito 800 102 002, a ANACOM tem equipas técnicas no terreno que prestam apoio domiciliário às pessoas que não conseguem sintonizar a sua televisão ou o descodificador de TDT". Até a passada segunda-feira, a autoridade das comunicações prestara apoio domiciliário em 4.665 situações.
Mas atenção, "a ANACOM só irá a casa de quem ligar para o 800 102 002 e se na sequência desse contacto for feito o agendamento da visita. Se a pessoa nunca ligou para este número e aparecer alguém a bater-lhe à porta a dizer que é da ANACOM e que vai fazer a sintonia dos equipamentos, há que ter cuidado e não abrir a porta, porque não serão técnicos da ANACOM", adverte.
Não cabe a todos...
"Releva-se que a migração da TDT não abrange todas as pessoas", diz a ANACOM. "As pessoas saberão que são abrangidas por este processo se o seu televisor ficar sem imagem (ecrã negro). Neste caso, apenas será necessário fazer uma nova sintonia da televisão ou do descodificador de TDT e todos poderão continuar a ver televisão gratuitamente, como tem acontecido até agora", garante.
E acrescenta: "É um processo simples. A ANACOM teve a preocupação de assegurar que não será necessário substituir ou reorientar a antena, trocar a televisão ou o descodificador, e ninguém terá de subscrever serviços de televisão paga. No caso dos condomínios/edifícios que tenham instalações com amplificadores monocanal poderão ter de os substituir."
Por fim, salienta, que "com o objectivo de alargar o leque de entidades que podiam ajudar a divulgar informação e dar apoio à população, a ANACOM tem firmadas várias parcerias: com as Câmaras Municipais, as Juntas de Freguesia, a GNR, a PSP, os párocos, o Corpo Nacional de Escutas (Escuteiros), o Instituto da Segurança Social e a AMA (Lojas e Espaços do Cidadão), entre outras entidades".
No caso da Madeira, o calendário de sintonia da nova frequência é a que se vê na imagem.

Cumprindo-se o plano, já atrasado uma vez que inicialmente estaria para ser implementada a tecnologia 5G até ao final do ano, será assim concretizada a substituição do 4G (quarta geração) nas redes móveis, melhorando significativamente as ligações à internet, por exemplo, ou ainda permitir a conexão de todos os aparelhos domiciliários, entre outras actividades e mais-valias que podem ser feitas remotamente e em tempo real.
Mas desengane-se se pensa que este será o último 'grito da moda'. Na verdade é, mas para o futuro, a 10 ou 20 anos e seguintes, esperam-se gerações cada vez mais rápidas desta tecnologia que nos liga ao mundo.

