Atendendo a que o Plano
Estratégico da TAP deverá ser entregue, pelo Governo da República, à Comissão
Europeia, até ao dia 10 de Dezembro, o parlamento nacional irá aprovar, já na
próxima quarta-feira, um pedido de audição ao Ministro das Infraestruturas para
que o documento venha a ser publicamente explicado.

A garantia é que os
deputados eleitos pelo PSD-M não aceitarão quaisquer prejuízos que possam
resultar, desta reestruturação, para a Madeira, diz Paulo Neves.

“Temos insistido e
continuaremos a insistir, junto do Ministro das Infraestruturas, para que a
Região não venha a ser prejudicada neste processo de reestruturação e aquilo
que esperamos é que este Plano Estratégico da TAP se assuma como uma
oportunidade de evolução e, não, como um entrave à acessibilidade aérea de e
para este território insular, tanto do ponto de vista da mobilidade interna
quanto ao nível da procura turística”
— Paulo Neves, deputado do PSD-Madeira na Assembleia da República

Paulo Neves deixou claro que, independentemente das opções
e soluções a adoptar pela empresa, a Madeira e os madeirenses não podem sair lesados.

É preciso perceber, vincou
Paulo Neves, “se este Plano Estratégico considera ou não aquilo que julgamos
fundamental para que tanto a Região quanto a companhia fiquem a ganhar”.

Desde logo, explica, tal
implica saber se a continuidade territorial dentro de Portugal está ou não
salvaguardada – com voos frequentes e tarifas razoáveis, ao contrário das
abusivas que têm vindo a ser praticadas e a prejudicar tanto os residentes e
estudantes quanto os turistas – se o mesmo dá a devida atenção ao Porto Santo,
garantindo-lhe mais ligações não só ao continente como ao exterior e se, neste
Plano, a TAP considera ou não estabelecer novas rotas entre a Região e os seus
principais mercados emissores.

“É essencial que a TAP perceba a importância que pode vir a assumir na
necessária recuperação e potenciação do nosso Turismo, olhando para o nosso
destino como uma oportunidade de negócio e estabelecendo, nesta lógica,
ligações, actualmente inexistentes, aos mercados inglês, alemão, francês, italiano
e espanhol, entre outros”
— Paulo Neves, deputado do PSD-Madeira na Assembleia da República

Paralelamente, frisou o social-democrata, o PSD-M, tem vindo a chamar a atenção da TAP para as comunidades, em especial daquelas que dependem desta companhia nas suas
ligações a Portugal – nomeadamente a Venezuela e a África do Sul: "E não só
defendemos a prometida reposição de voos para estes países como a sua escala na
Região, atendendo a que a maioria dos passageiros que voam nestas rotas têm
precisamente como destino final a Madeira”.

Paulo Neves que afirmando
saber que as rotas de e para a Madeira “são muito lucrativas”, espera que esta
seja uma das condições para que a operação se reforce e amplie e, não, o
contrário, atendendo aos anúncios já tornados públicos de que a TAP diminuiria
frequências, rotas, aeronaves e, inclusive, pessoal ao serviço.

“Não queremos nem aceitaremos
ser prejudicados por decisões que passam pelo Governo da República e somos a
favor, bem pelo contrário, de que este Plano Estratégico venha a privilegiar a
Região”, rematou, sendo esta, de resto, a posição a reiterar junto do Ministro
das Infraestruturas.