A estabilidade do corpo docente foi
apontada por Jorge Carvalho como um dos princípios em que a secretaria regional
da Educação, Ciência e Tecnologia (SRE) tem apostado para que os alunos das
escolas da Região possam alcançar o sucesso. O governante falava, esta manhã,
na abertura do seminário ‘Partilha de Boas Práticas’, organizado pela Direcção
Regional de Administração Escolar, organismo daquela secretaria.
A iniciativa junta, ao longo do
dia de hoje, directores das várias escolas da Região, dos vários níveis de
ensino para debaterem o envolvimento da comunidade no desenvolvimento do
Projecto Educativo. Contará com comunicações de três estabelecimentos de
educação e ensino, assim como de uma Associação de Pais e de uma Associação de
Estudantes.
Na sessão de abertura, o
secretário regional com a tutela da Educação referia-se à partilha de boas
práticas como uma oportunidade para as várias escolas melhorarem o ensino que
disponibilizam à sua comunidade.
O projecto educativo de cada estabelecimento
de ensino é, para a SRE, “um instrumento fundamental para a promoção do sucesso”,
disse Jorge Carvalho, sendo que é no ajustamento dos seus princípios, sempre com
a devida orientação da tutela, que as várias escolas da Região têm conseguido “dar
a melhor resposta à comunidade educativa”. O objectivo não tem passado por respostas
uniformes, antes pelo contrário, “estas devem ser disformes e devem responder à
necessidade de cada ambiente, de cada contexto, e, se possível, de cada aluno”,
apontou.

O governante destacou, ainda, as
condições que têm sido criadas pela Secretaria para que os alunos possam ser
bem sucedidos no seu percurso escolar. À cabeça está a estabilidade do corpo
docente, um dos princípios considerados “essenciais”, a par da redução das
zonas pedagógicas da Região de 5 para 2, ou dos concursos quadrienais que
permitem uma estabilidade dos docentes nas suas escolas e a sua afectação aos
projectos educativos.
Além disso, Jorge Carvalho disse
ser fundamental nesta equação “o facto de cada escola poder recrutar até 15% de
corpo docente”. Ainda assim, na sua opinião, essa ‘liberdade’ só fará sentido “se
existir um projecto educativo” e se estiver bem definido o objectivo de base
para que esses recursos sejam os mais indicados para responder ao perfil dos
alunos e aos objectivos que a escola pretende enquadrar para dar resposta à
respectiva comunidade educativa.
O princípio da equidade não é dar de forma igual a todos, mas é o procurar dar a cada um para que, aí sim, se possam tornar iguais.
Sobre o encontro, o secretário da
Educação destacou o facto de permitir aos participantes “conhecer as diferentes
abordagens nas escolas da Região e encontrar as melhores soluções”, enfatizando
que “a resposta mais adequada é a resposta que está mais próxima”.
Deu como exemplo o projecto ‘Turmas+’,
que quando foi lançado pela tutela foi objecto de alguma polémica, mas que, segundo
o governante, acabou por se revelar um sucesso. “Temos de dar mais a quem tem
menos”, disse, reforçando que “o princípio da equidade não é dar de forma igual
a todos, mas é o procurar dar a cada um para que, aí sim, se possam tornar iguais”.

