Boa noite!
. A inspecção fez-se notar hoje nas grandes superfícies. Mas o
que foram lá fazer ARAE e Polícia? Às compras? Pôr tudo na ordem? Concretizar ameaças?
Posar para a fotografia? Exibir a farda? Mostrar trabalho? Foi alguém multado?
Houve desobediência e insultos? Cá nada. Apanharam umas mesas a mais, que já estavam
desactivadas, umas filas de espera robustas, uns acrílicos em falta e metade da
lotação permitida. As ameaças da véspera foram manifestamente exageradas e
serviram apenas para avisar com alguma antecedência os mais incautos e mais
dados às infracções que a fiscalização ia passar. Tem sido quase sempre assim.
. Comprovadamente quem pensa já detectou o perigo do estilo
que desrespeita quem está obrigado a conviver com a covid-19. Manuela Parente
escreve hoje no DIÁRIO um texto de opinião que retrata na perfeição a postura de
quem manda: “Temos observado, com frequência, um desajuste e inadequação no
discurso de governantes e responsáveis dos serviços de saúde face às medidas
que pretendem implementar. O discurso de disseminação das mensagens surge, na
maioria dos casos, carregado de pedagogia infantil e de críticas severas, com
humor sarcástico”. Subscrevo, embora também seja verdade que algumas
mentes nem com desenho percebem a linguagem do poder.
. O Marítimo vai tentar manter-se na Taça esta quarta-feira às 11h da manhã na
Ribeira Brava. Consta que o relvado dos Barreiros não aguenta mais de meio jogo
de 15 em 15 dias. Os comentários feitos na última transmissão da Sport TV foram
arrasadores. Mas nem assim há forma de secar o pântano. Por muito talento que
haja no clube não há milagres quando o campo de jogo é bem pior do que o de
treinos.
