Chama-se Novum+, é um alegado “fundo
comunitário ‘blockchain’ criado por antigos angariadores de clientes da Telexfree
e já está activo na Região através das redes sociais, avança o jornal Público na edição desta quarta-feira.
Também o jornal brasileiro ‘Folha de
São Paulo’ já escreveu sobre o tema, garantindo que a célula madeirense da
Telexfree que levou centenas de madeirenses a perderem dinheiro entre 2012 e
2014, estará envolvida neste novo sistema que ressurge agora através das redes
sociais. Graça Luísa (nome ligado à Telexfree na Madeira) é novamente um dos
nomes apontados.
O Público explica ainda que o Novum+ é
apresentado como um fundo comunitário 'blockchain', uma espécie de crowfunding –
actividade que deve ser, obrigatoriamente, registada e regulada na Comissão de
Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Apesar disso, o Novum+ não está autorizado
pela CMVM, nem está apto “a conceder, intermediar ou efectuar
consultoria de crédito o que implicaria o registo junto do Banco de
Portugal (BdP)”,
escreve o Público.
Não
restam duvídas: o Novum+ é uma nova tentativa de fraude.
Os
convites para participar são feitos através da conta de Graça
Luísa, pelo Facebook, mas também através de um email enviado a antigos participantes
da Telexfree – onde além do convite segue também um vídeo do YouTube, com a voz
de Graça Luísa a apresentar o produto. Quando
o vídeo chega ao final o 'espectador’ é novamente encaminhado para o remetente do e-mail. Não há morada, telefone ou outro contacto para estas pessoas e entidades.
O
Público contactou ainda João Botas - outro interveniente no alegado esquema de
fraude que garante ter “ganho muito dinheiro e ter dado a ganhar vários
milhares de euros” aos seus ‘parceiros’ – mas não recebeu qualquer resposta.
A Polícia Judiciária já terá recebido várias queixas relacionadas com
este tipo de burlas, adianta ainda o Público.

