Mais do que tomar medidas é preciso apelar à população para
que faça a sua parte, defendeu Ricardo Sousa. “O contágio não está nas mãos dos
decisores, está nas atitudes e no dia-a-dia dos cidadãos”, salientou o vereador
social-democrata na Câmara de Machico, comentando a notícia de que o concelho
tem números de infecções de covid-19 para ser neste momento declarado de risco
elevado.
Para já não houve essa declaração, mas essa decisão poderia contribuir
para diminuir a propagação. A exemplo do que aconteceu em Câmara de Lobos,
quando foi declarado o cerco sanitário, facilitaria o ficar em cada e
consequentemente menos propagação, reconheceu. Acima de tudo, acredita que está
no indivíduo a resposta.
Se por um lado é preciso reforçar as medidas de incentivo,
apelar a que as pessoas fiquem em casa, lavem as mãos e evitem andar nos locais
em ajuntamentos, seja de que espécie for, diz, é importante por outro também
que as pessoas tenham consciência de que a prevenção está em cada um. “Se cada
um tiver a atitude correcta, é mais fácil tomar as decisões. Pedir que a
população faça isso é fácil, fazer é que é difícil.”
Ricardo Sousa recomenda que ao mínimo sinal as pessoas contactem
os serviços disponíveis, nomeadamente que liguem para a linha de apoio. “Há
canais mais do que suficientes, as pessoas estão mais do que informadas. Têm é
de ter atitudes responsáveis para não acontecer o que está a acontecer”.
Esta semana com o fim das aulas acredita que as coisas vão
melhorar. E pede que as pessoas no concelho se movimentem menos nestes dias que
antecedem o Natal e o Ano Novo. “Há duas coisas que eu temo bastante: primeiro
é o aproximar e o organização de jantares, que muitas vezes as pessoas não
resistem, e organização jantares de família e de amigos para assinalar esta
época natalícia. Como responsável apelo a que as pessoas tenham contenção. Vamos
ter um Natal diferente mas não quer dizer que não tenha o mesmo sentimento, mas
entre família. E a seguir a outra é o regresso de muitos emigrantes e dos
estudantes à Região Autónoma da Madeira, que também me preocupa”. O vereador do
PSD recomenda que sigam as indicações das autoridades de saúde, que façam os
testes antes ou à chegada e durante a estadia, sem esquecer a quarentena
necessária para evitar qualquer transmissão.

