Segundo o médico responsável pelo HPM, em declarações à rádio pública, os dois pacientes estão internados com pneumonia causada pela bactéria da legionella, aparentando serem "casos isolados, sem relação um com o outro", acrescentando serem "casos completamente díspares e que surgem no contexto de pessoas que recorrem à nossa Urgência, por sintomatologia sugestiva de uma infecção respiratória e que no decurso da investigação se apura que são mesmo pneumonia da legionella", explicou.
Os dois doentes são madeirenses e, segundo o clínico, "não têm relação aparente ou pelo menos com unidades hoteleiras, com férias, com contactos prévios com outros casos eventualmente de legionella", adiantou.
Quanto a tratamentos, Luís Freitas garante que o Hospital Particular da Madeira garante os cuidados intensivos 24 horas por dia, com um intensivista e se for necessário ventilar há meios para tal. "São casos isolados e não é para alarmar as pessoas, que têm de recorrer às urgências em segurança", advertiu. "Este tipo de pneumonia não se transmite tão facilmente, mas em contextos favoráveis pode acontecer".
Refira-se que esta bactéria é "transmitida pela inalação de gotículas de água quente", "vive no meio aquático e pode provocar um tipo de pneumonia, a Doença dos Legionários", segundo se pode ler nas recomendações mais frequentes.
"A bactéria Legionella está presente no meio aquático, por exemplo, em sistemas de água domésticos, jacuzzis e piscinas, ou, na natureza, em rios e lagos. O seu contágio ocorre, não de pessoa para pessoa, mas pela inalação de gotículas de água quente suspensas no ar. Este microrganismo é o responsável pela Doença dos Legionários, um tipo de pneumonia. Os seus sintomas surgem normalmente cinco a seis dias após a aspiração das bactérias e vão da dor de cabeça à diarreia e vómitos", acrescenta uma nota dos hospitais CUF.
