Na sua intervenção a propósito do evento das '500 Maiores', o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou que "Portugal tem nas suas ilhas uma oportunidade, que no contexto democrático ainda não aproveitou", defendendo uma "política atlântica".
O chefe do executivo madeirense relembrou que "a grande potência atlântica saiu
da União Europeia e Portugal tem um papel muito importante a desempenhar em
termos geopolíticos", sublinhando que "as ilhas são uma mais-valia para o país". Por isso, "a questão é saber se Portugal quer
continuar a não crescer economicamente e a não convergir com os seus principais
parceiros, como o fez nos últimos 25 anos", atirou Miguel Albuquerque.
É fundamental, nos próximos anos,
nós, os empresários, a nossa população, os agentes políticos, estarem cientes
que o desafio que se coloca é ultrapassarmos uma situação de estagnação que não
nos é favorável. A economia mundial está a evoluir de uma forma aceleradíssima.
Se não avançamos ficamos para trás, empobrecemos, e quem vai pagar muito caro
serão os nossos filhos e os nossos netos.
O presidente do Governo Regional iniciou a sua alocução cumprimentando e agradecendo "o esforço,
dedicação, resistência e determinação dos nossos empresários" que "tem sido um
exemplo" num contexto "de grandes dificuldades".
"Sabemos que as ajudas disponibilizadas
nunca são suficientes. Quero registar a forma célere e eficaz têm sido disponibilizadas
e sobretudo aproveitadas pelas empresas e empresários no contexto regional", enalteceu, assumindo por outro lado que "existem muitos obstáculos, muitos
deles de nível burocrático" neste acesso aos apoios.
Miguel Albuquerque diz querer “continuar
a manter os apoios até ao fim do próximo ano”, mesmo que neste momento exista “um
horizonte de esperança” fruto da chegada da vacina.
