Os casos positivos de covid-19 surgidos recentemente no
Caniço levou a Junta de Freguesia local a activar, esta segunda-feira, o Plano
de Contingência como “medida preventiva”, justificou Milton Teixeira, o
presidente da autarquia.
A decisão do executivo JPP foi comunicada, através da
página da Freguesia do Caniço, na noite de domingo.
"A Junta de Freguesia,
face ao estado actual da Pandemia na Região Autónoma da Madeira, decidiu
activar o seu Plano de Contingência. Neste sentido, informamos os nossos fregueses
que os serviços administrativos da Junta funcionarão ao 50%, apelando a todos
que utilizem preferencialmente o telefone, o Balcão Virtual ou as redes sociais
para tratar de algum assunto urgente."
Decisão que surpreendeu e chegou mesmo a motivar
suspeitas junto da população, entretanto desfeitas por Milton Teixeira, que
garante não haver nenhum caso de covid-19 entre os funcionários. “Considerando
o número crescente de casos, principalmente de transmissão local, procedeu-se à
activação do Plano”, justificou o autarca.
Ao DIÁRIO lembrou que “os planos de contingência podem
ser activados por razões especiais ou por prevenção”. Reitera que foi esta
segunda razão que levou o executivo a activar o Plano de Contingência face aos
casos positivos identificados nos últimos dias. “Para salvaguardar o nosso
funcionamento, decidimos mandar 50% das pessoas em teletrabalho para casa, e
50% aqui a trabalhar. Para a semana trocamos. Assim, se eventualmente ocorrer
uma situação de contágio, conseguimos garantir condições para manter o funcionamento
presencial da junta. É mais uma questão de prevenção”, justificou.
Recorde-se que no fim-de-semana foi confirmado mais um
caso de covid-19 naquela freguesia, desta feita creche 'O Principezinho'.
Caso que está a inquietar a população, por ser um caso que terá ligação com a
criança que testou positivo, este domingo, no Colégio de Santa Teresinha e
ambos com um profissional afecto a uma unidade privada da área da farmácia,
reportado na passada sexta-feira (dia 6 de Novembro) pelas autoridades
regionais de saúde.
Sobretudo por envolver um profissional de um
estabelecimento com grande procura por parte da população, o caso provocou
inquietação e mesmo algum alarme junto da população. A que não será alheio esta
tomada de posição da autarquia local de reduzir o pessoal no contacto
presencial.

