Não foram muitas, mas das 239 descargas eléctricas
atmosféricas registadas na última noite – entre as 19:00 de domingo, dia 29, e
as 06:49 desta segunda-feira, dia 30 - sobre a ilha da Madeira e à volta desta (raio
inferior a 40 km) bastou um raio nuvem-solo ter atingido terra, ao cair muito
próximo do Caminho da Portadinha, na Camacha, para provocar diversões apagões,
um pouco por toda a ilha. Eram 22.42 quando se deu o súbito clarão, e logo a
seguir ao ‘flash’ o ruído estrondoso da descarga de electricidade atmosférica e
a consequente ida abaixo da electricidade em diversas localidades de vários
concelhos.

Foi o único relâmpago a atingir a ilha da Madeira,
segundo os detectores de raios do IPMA instalados na Região – Porto Moniz/Santa,
Santana, Funchal e Porto Santo. Um outro, pouco depois, caiu sobre a orla
marítima, em Machico.

De resto, foi entre as 21 e as 23 horas que ocorreu a
maior actividade eléctrica na atmosfera da Madeira, com 179 raios
contabilizados neste intervalo de duas horas.

Assinale-se ainda que a esmagadora maioria da trovoada
registada junto à ilha da Madeira, sendo que grande parte dos clarões ocorreram
ao largo da costa Sul, foram descargas entre-nuvens ou intra-nuvens (227).
Apenas foram registados 5 raios positivos e 7 negativos.

Se alargamos o raio à nomeada Região da Madeira – raio de
300 km centrado no Funchal – nas quase 12 horas indicadas registaram-se 1.361
clarões. Nesta área, mais de metade da queda de raios ocorreu entre as 21 horas
e a 01 hora da manhã (337 descargas eléctricas entre as 21h e as 23h; 441 entre
as 23h e a 01h).