Com a instalação da Sala do Futuro na Escola Básica do 2º
e 3º Ciclo do Caniço, a Madeira passa a dispor de seis escolas dotadas com um espaço
promotor das aprendizagens digitais.

O maior estabelecimento de ensino do Caniço junta-se
assim às escolas da Calheta, de Santa Cruz, de Machico, do Galeão e Liceu Jaime
Moniz, já dotadas de Sala do Futuro. Uma aposta a ser reforçada no próximo ano,
com a criação de espaço semelhante na Escola do 2º e 3ª Ciclos do Estreito de
Câmara de Lobos, alvo de obras de beneficiação, e na nova Escola Básica e
Secundária Padre Manuel Álvares, na Ribeira Brava, ainda em construção.

Na EB23 do Caniço a Sala do Futuro foi instalada num dos
aspaços no ‘sótão’ do edifício escolar, num investimento na ordem dos 20 mil
euros.

O presidente do Governo Regional visitou esta terça-feira
o espaço que reforça a ‘oferta formativa’ da escola do Caniço. Oportunidade
para sublinhar que “a Madeira está na vanguarda deste tipo de ensino” e mais
uma vez elogiar a dinâmica e “excelência” da referida escola, que segundo
Miguel Albuquerque, “foi pioneira, por exemplo, na robótica".

Entusiasmado com o potencial tecnológico da Sala do
Futuro, considerou que a mesma “vem complementar o ensino que queremos dar aos
nossos jovens”, por reconhecer que a mesma facilita a aprendizagem de “um ensino
virado para o futuro”.

Miguel Albuquerque assegurou que o mesmo investimento
será agora concretizado - a curto prazo - nas escolas das escolas do Estreito
de Câmara de Lobos e da Ribeira Brava, e posteriormente é intenção proporcionar
a mesma ferramenta noutras escolas da Região.

Assumiu o compromisso de “consoante as disponibilidades
orçamentais, alargar este tipo de sala”.

Explorar os recursos ‘infindáveis’ da Internet

Pedro Ramalho, professor de Português e um dos utilizadores
da nova ferramenta, destaca a “dinâmica” que o novo espaço proporciona no trabalho
com os alunos, por reconhecer que “os meios tecnológicos, leva-nos e
transportam-nos para recursos infindáveis que temos na Internet”, disse.

Na rectaguarda do grande ecrã instalado na pequena sala,
a Sala do Futuro dispõe de um pequeno espaço ‘cenário’ onde os utilizadores
posam para os ‘holofotes’ para trabalhar a imagem, o cinema e o som. Parte que
o docente da língua materna também muito valoriza, porque “se liga muito com os
conteúdos de português”, apontando o exemplo da dicção. Em suma, “uma sala
muita boa para usar metodologias activas” que é de resto a (r)evolução no ensino.

De modo a potenciar a nova valência, a Escola do Caniço
tem vindo a dar formação a grupos de professores. Assim, “há medida que os
professores têm conteúdos que querem dar outra abordagem mais dinâmica,
requisitam a sala”, explicou Pedro Ramalho, depois de proporcionar ao
presidente do Governo uma amostra do potencial da Sala do Futuro.