O deputado eleito pelo PSD-Madeira à Assembleia
da República, Paulo Neves, classificou, este domingo, a postura do Partido Socialista da Madeira como "mais uma lamentável contradição” na questão do
ferry, um dossiê que chegou a ser promessa eleitoral dos socialistas "que agora ignoram o que prometeram e faltam com a palavra ao povo
madeirense”, criticou.

Uma
postura que Paulo Neves condena a todos os níveis, tanto mais quando se trata
de uma resposta tão desejada pelos madeirenses “que só não é viável por falta
de vontade política”.

Foi
António Costa e o PS-Madeira que prometeram o ferry todo o ano, já para 2020 e, mais
grave do que vermos que esse compromisso foi omisso e que foi preciso que nós,
deputados do PSD-Madeira, apresentássemos uma proposta para o Ferry constar do
Orçamento de Estado para 2021, é termos os mesmos protagonistas e, neste caso,
os mesmos deputados que na altura fizeram essa promessa a votar contra ela
— Paulo Neves

“O que
podemos concluir é que o PS-Madeora até já vota contra aquilo que promete”, ironiza o
deputado, que lamenta o facto de, depois dos deputados do PSD-Madeira terem
apresentado a proposta para que o ferry constasse do Orçamento de Estado para
2021, a mesma não tenha sido viabilizada “porque o PS votou contra, porque os
deputados do PS/M eleitos ao parlamento nacional votaram contra”, vincou.

Paulo
Neves reiterou que compete ao Estado garantir o princípio da
continuidade territorial e agilizar, em conformidade com esse princípio, tudo o
que for necessário para assegurar a mobilidade dentro do território nacional. E lembrou que, perante a falta de resposta da República, foi o Governo Regional a
assumir o custo dessa linha - cerca de 6 milhões, quando a mesma existiu.

“Na
realidade, o que temos é um Governo da República que promete e depois falta com
a sua palavra e que, na altura em que tem a possibilidade de corrigir os seus
erros, continua sem assumir - conforme devia - as suas responsabilidades”,
crítica, por fim, o deputado.

Paulo
Neves mostrou-se igualmente satisfeito pelo facto da regulamentação do
Subsídio Social de Mobilidade passar a estar inscrita no Orçamento de Estado
para 2021 - conforme proposta apresentada pelo PSD-Madeira, uma vez omissa do mesmo -
proposta essa que foi aprovada mesmo com os votos contra do PS.