Boa noite!
Consta haver por aí uns dirigentes maritimistas incapazes de dar a cara ou
assinar o que dizem, ansiosos por ajustar contas comigo só porque o DIÁRIO
revelou hoje que o Ministério Público concluiu que a sociedade anónima desportiva
do futebol do Marítimo recorreu a sociedades ‘offshore’ para fugir aos impostos
e às contribuições para a Segurança Social.
A acusação judicial fala de 6,4 milhões de euros pagos a
jogadores e treinadores num esquema de rendimentos não declarados, que vai a
julgamento a 19 de Janeiro próximo. Portanto,
mesmo que alguns convivam mal com a verdade dos factos, a acusação existe. E por
muito que lhes custe cabe provar o contrário em Tribunal.
Quanto às pressões, já deviam saber que não nos calam. Nem
quando nos agrediram ou mandaram exibiram tarjas contra nós no estádio dos
Barreiros conseguiram.
Mas como voltam à carga com ameaças gratuitas que evito partilhar para já, fiquem sabendo que
enquanto eu for director do DIÁRIO não cederei a chantagens de qualquer
espécie, muitos menos das protegidas.
Fiquem sabendo que o jornalismo é publicar
aquilo que importa saber, mesmo que haja quem não queira que se publique, e que
tudo o resto é publicidade.
Fiquem sabendo que nada
nem ninguém nos impedirá de desempenhar a nossa missão com toda a dignidade,
pautada pela responsabilidade de sempre e pela independência intocável e
inegociável.
Fiquem sabendo que mau grado alguns choros e extremismos a
linha editorial não depende de humores e amores, clubes e partidos, pois está consagrada
no seu Estatuto.
Fiquem sabendo que não renunciaremos à verdade que tanto
incomoda tribos desportivas, políticas ou económicas.
Fiquem sabendo que os jornais não servem para fazer reles
servicinhos a quem quer que seja.
E como já devem saber, não foi na minha casa, nem de nenhum
jornalista do DIÁRIO que a Polícia Judiciária fez buscas, apreendeu telemóveis
e recolheu documentação.
