O secretário regional da Economia, Rui Barreto, assegurou na
sexta-feira passada, em entrevista à RTP-M, que a Madeira tinha antes da crise “quase
700 mil dormidas”.

O número de dormidas no alojamento turístico em 2019, que
inclui hotelaria, turismo no espaço rural e alojamento local, ultrapassou os
8,1 milhões dormidas, por sinal, menos 2,8% do que em 2018.

Ora, as contas de Rui Barreto pecam por defeito excessivo,
pois estão 11 vezes distantes da realidade.

Rui Barreto também referiu que a conta satélite de 2016
apontava para o facto de cada turista deixar na restauração regional 19,50 euros,
e que assim estaríamos perante “uma subtracção de 14 a 15 milhões de euros que é
deixado nos restaurantes”. Ora nesse ano entraram na Região mais de 1 milhão de turistas, que geraram 7,8 milhões de dormidas e proveitos totais de 380,2
milhões de euros. Assim sendo, as contas voltam a não estar certas.

Para além da última conta
satélite do Turismo
conhecida ser de 2015 e não de 2016, pela mesma
aritmética, mas com base no número de turistas entrados e não nas dormidas, o rombo na restauração é bem maior e superior aos 21 milhões de
euros.

Na mesma frase da entrevista referiu que a Região teve um
trimestre com hotéis encerrados, o que gerou uma contracção de 6,5% do PIB. A
Madeira nunca teve 100% de hotéis encerrados e houve sempre turistas na Região.
E em rigor a contracção a um ritmo de 2,2% ao mês, dá num trimestre 6,6% do
PIB.