
O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel
Rodrigues, participou, hoje, na igreja do Colégio, na missa que assinalou o IV
Dia Mundial dos Pobres e que foi presidida pelo bispo do Funchal, D. Nuno Brás.
Segundo uma nota divulgada pelo parlamento, após a missa, José Manuel
Rodrigues aproveitou a oportunidade para se manifestar preocupado com a pobreza
conjuntural, derivada da pandemia, e com a “pobreza estrutural que se arrasta
há décadas” na Região. Nesse sentido, recomendou medidas de apoio, “através de
uma política fiscal arrojada, que dê mais poder de compra às famílias, que
alivie os impostos sobre a classe média, e através de uma política salarial que
conduza a que haja melhores remunerações na nossa sociedade, para que quem
trabalha não seja pobre”.
O representante do principal órgão da Autonomia pediu especial atenção
“para os mais velhos, com baixas pensões”. O apelo foi dirigido a toda a
sociedade: “Se não for possível erradicar a pobreza, pelo menos podemos
contribuir para que a pobreza não seja uma fatalidade”. Disse ainda “que nunca
como agora fez tanto sentido” assinalar o Dia Mundial do Pobres. “Esta pandemia
está a ter efeitos devastadores em todas as economias e em todas as sociedades
e também na nossa comunidade regional”. Apesar dos apoios do Governo
madeirense, o Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira avisa que a
pandemia vai ter graves consequências nas empresas e nas famílias, desde logo
com o aumento do desemprego, com a perda de rendimento, e com o possível
agravamento da “pobreza e da exclusão social”. “Todos somos convocados para
ajudar cada um daqueles que está em pior situação e que não pode ficar para
trás”, acrescentou Rodrigues, que acredita que é possível “sair desta realidade
com menos desigualdade social”.
O IV Dia Mundial dos Pobres é uma iniciativa do Papa
Francisco, promovida desde 2017, e que pretende colocar a pessoa em situação de
pobreza no centro do agir da Igreja.

