Este aumento da população residente fez-se à custa do saldo migratório positivo, apesar de cada vez menos nascimentos de crianças na Região. Uma coisa é certa, no ano passado interrompeu-se a "sequência de queda iniciada em 2011", ou seja oito anos consecutivos, precisamente no início da anterior crise económica.

Segundo a DREM, "a taxa de
crescimento efectivo foi positiva em 2019, 1,2‰ (-1,7‰ em 2018), resultado de
uma taxa de crescimento migratório positiva, 4,3‰., já que a taxa de
crescimento natural foi negativa, -3,1‰".

A situação continua a ser preocupante do ponto de vista demográfico, pelo menos no final do ano passado, em pleno período de crescimento económico, antes desta pandemia em 2020. É que "a proporção
de jovens (menos de 15 anos) continuou a diminuir em 2019, representando 13,1%
da população total (13,5%, em 2018). A proporção de idosos (65 anos ou mais)
manteve também a tendência crescente dos últimos anos, atingindo 17,0% da
população residente (16,7%, em 2018)", aponta.

Em
consequência, "o índice de envelhecimento continuou a aumentar, fixando-se em
129,5 pessoas idosas por cada 100 jovens (123,6 em 2018)", sofrendo por isso um agravamento significativo nos últimos seis anos. É que em 2014, praticamente havia um idoso (99,8) por cada 100 jovens.

População estrangeira ameniza perdas maiores

"A 31 de dezembro de 2019, a população
estrangeira residente na RAM totalizava 8.586 pessoas (mais 13,3% que em 2018),
distribuídas entre detentoras de títulos de residência (8.579) e de vistos de
longa duração (7)", informa a DREM. Os principais contribuintes para este crescimento foram "os nacionais da Venezuela (24,1%), Reino
Unido (12,8%), Brasil (10,1%) e Alemanha (6,4%)", que "continuam a representar as
principais comunidades estrangeiras a residirem na Região".

Mais: "A nacionalidade venezuelana voltou a
apresentar em 2019 um incremento (+29,9%) no número de estrangeiros detentores
de títulos de residência a residir na Região, tendo aumentado de 1.590 em 2018
para 2.066 em 2019".

Refira-se que a população estrangeira a residir na RAM atingiu o número mais alto em 12 anos, desde 2008.