Sem orientações da parte das autoridades de saúde, sem qualquer informação da parte da escola, os encarregados de educação e os alunos da Escola Secundária Jaime Moniz, que integram a turma da aluna que no dia 9 testou positivo para Covid-19, começam a entrara em desespero.
De acordo com os relatos do encarregado de educação de um dos alunos confinados, "ninguém adianta qualquer informação, nem a escola, nem as autoridades de saúde". Tanto pais, como alunos, começam a entrar em desespero, pois não sabem quando poderão retomar a sua vida normal.
A insatisfação é maior porque, há mais de uma semana, segundo relata a mesma fonte, os alunos não têm recebido qualquer acompanhamento dos professores. "Desde o dia 4 de Novembro que os nossos filhos estão em casa. Até agora apenas lhes foram pedidos dois trabalhos pelos professores de inglês e de alemão. De resto, não receberam qualquer outra indicação da parte da escola". Esta situação leva este encarregado de educação a questionar se, realmente, o tele-ensino estará a funcionar. "Pode funcionar noutras escolas, mas no Liceu não está a funcionar", conclui.
O DIÁRIO falou com a presidente do Conselho Executivo da Jaime Moniz, a professora Ana Isabel Freitas, que adiantou que os professores haviam recebido indicação para acompanharem, à distância, os alunos da turna em questão. Face à situação relatada por este matutino, prontificou-se a averiguar e a esclarecer a situação, colocando a hipótese de se tratar de algum mal entendido.
Em relação à realização dos testes de diagnóstico à Covid-19 aos colegas da aluna infectada, o assunto é da responsabilidade das autoridades de saúde. Ainda assim, a responsável máxima por aquele estabelecimento de ensino vai procurar averiguar em que ponto se encontra.

