Na passada quinta-feira, dia 29 de Outubro, em conferência de imprensa para anunciar as novas medidas de contenção da pandemia, o presidente do Governo Regional admitiu publicamente a existência de dois casos positivos de covid-19 de transmissão local de origem desconhecida, que se encontravam em investigação.

Um deles, avançava o DIÁRIO, no dia seguinte, dizia respeito a uma idosa, de mais de 90 anos, moradora no Funchal, que estava acamada.

A doente, que vivia com um filho, foi quatro vezes às urgências do Hospital Dr. Nélio Mendonça, no espaço de uma semana. Na quarta vez foi testada para a covid e o resultado foi positivo.

De acordo com o Gabinete do Secretário Regional de Saúde e Protecção Civil, uma vez confirmado o diagnóstico da doença, a idosa deu entrada na unidade polivalente dedicada à covid-19, no dia 27 de Outubro (terça-feira), onde permaneceu internada até à madrugada deste domingo, dia 1 de Novembro, quando terá acabado por falecer.

Segundo a mesma fonte, a "doente do género feminino, de 97 anos", tinha "várias comorbilidades associadas".

Idosa acamada infectada pelo filho

A senhora, que por estar acamada não saía de casa, terá sido infectada pelo filho, que posteriormente também testou positivo.

Conforme noticiava o DIÁRIO na passada sexta-feira (dia 30), sabe-se que "o filho não terá sido rigoroso no que afirmou aos técnicos de saúde" e que era "seu hábito deslocar-se e permanecer numa unidade comercial muito frequentada por turistas em passagem".

Caso está na origem de outros cinco

Além do filho, a idosa mantinha contacto com as assistentes domiciliárias e profissionais do centro de saúde da área de residência, que se deslocavam à habitação. A situação está na origem de cinco dos sete casos de transmissão local identificados pelas autoridades de saúde.

De acordo com o Boletim do IASAÚDE de dia 30 de Outubro, a investigação epidemiológica permitiu identificar alguns contactos de risco, que resultou num conjunto de casos positivos que inclui: "2 trabalhadoras do Instituto de Segurança Social da Madeira e 3 elementos do agregado familiar de uma destas profissionais (designadamente, 2 jovens estudantes e 1 outro adulto)".

O DIÁRIO sabe que o aluno da Escola Profissional Dr. Francisco Fernandes que testou positivo é um dos jovens mencionados no boletim.

O "adulto" trata-se do marido de uma das assistentes sociais, que é funcionário das Águas do Funchal (edifício com sede em Santa Maria Maior).

Na sequência desta situação, o Instituto de Segurança Social da Madeira, duas escolas no concelho do Funchal e a Câmara Municipal deste concelho foram obrigados a activar os respectivos planos de contingência.

Este caso originou ainda a testagem massiva de profissionais de saúde, do centro da área da residência e do Hospital, em particular das Urgências, mas, até à data, não há novos positivos associados a este caso.