Boa noite!

Antes do descanso e da festa, deixo-vos cinco notas:

. No dia em que a Europa regista mais de 100 mil novos casos
confirmados de infecção por Covid-19 – e esta é a primeira vez desde o início
da pandemia que essa marca é ultrapassada -, a Madeira divulga timidamente que
há mais um médico infectado. Desta vez, com nota explícita de haver pelo menos
17 contactos referenciados. O rigor tarda, mas sempre aparece.

. O Governo Regional fartou-se de esperar e mesmo sem o aval
do Estado avança para a concretização do empréstimo, que permitirá recorrer ao
financiamento de necessidades orçamentais excepcionais. Pelo caminho ficam
promessas não cumpridas ou então realidade mal percepcionadas. Marcelo garantiu
mesmo a Albuquerque que a República ia dar aval ao empréstimo dos 458 milhões
de euros ou tudo não passou de um intrigante mal entendido?

. O ‘debate’ do PDES, do qual Pedro Calado saiu desiludido, teve
o condão de gerar interrogações a vários níveis. E há uma que convinha
esclarecer. Se era tão estratégico para a Região porque é que regimentalmente
não houve o cuidado de fomentar a discussão acesa e de mobilizar todo o governo
a marcar presença no plenário da ALM?

. A Igreja madeirense é tudo menos miserável. Tem património
e poupanças, o suficiente para evitar expôr-se ao ridículo, de mão estendida. O
que se passou na paróquia dos Canhas e Carvalhal é mais do que vergonhoso.
Remete para questões sérias como o débil estatuto económico do clero, a gestão desregrada
das casas paroquiais e acima de tudo para um egoísmo atroz.

. Domingo completamos 144 anos de existência. Vamos festejar
o nosso aniversário dando prendas, uma nova plataforma digital e 80 páginas com
conteúdos ligados ao papel que este jornal centenário desempenhou nos momentos
de crise a exemplo daquela que vivemos nesta altura. Vai ver que alegadas novidades
de agora já têm mais de um século.