A primeira prova de esgrima na “era covid-19” realizar-se-á
este fim-de-semana em São Vicente, no pavilhão da Escola Dona Lucinda de
Andrade.

Cumpre-se amanhã mais uma prova do
campeonato regional de iniciados da época 2019/2020, que tinha ficado em
stand-by desde o início da pandemia.

Como a época desportiva da esgrima não foi dada como
encerrada, a Associação de Esgrima da Região Autónoma da Madeira (AERAM) dá o tiro de partida para o que falta da época com esta
prova de iniciados.

Até Dezembro, se as condições sanitárias e o desenvolvimento
da pandemia o permitir, a associação espera organizar mais sete provas
do calendário na Região, envolvendo atletas das vários escalões e das
diferentes armas.

A retoma das provas é bem-vinda para a comunidade da esgrima
regional e faz da Madeira a primeira localidade do país a retomar a competição
nesta modalidade. Algo que só é possível acontecer devido ao evoluir controlado
e positivo da pandemia na Madeira.

Esta prova, que conta com o apoio do Município de São Vicente, entre outros parceiros públicos e privados, contribui para que a
AERAM consiga descentralizar a realização deste tipo de eventos pela ilha.

A competição começará pelas 9h45, com os duelos masculinos individuais e por equipas,
enquanto a prova feminina vai para as pistas pelas 13h15.

Está prevista a participação de esgrimistas de quatro clubes da Região (Ponta Delgada, Santanense, 1.º de Maio e Juventude de Gaula) que verão finalmente os títulos individuais e por equipas de
2019/2020 disputados e atribuídos.

A preparação desta nova fase do calendário desportivo da esgrima madeirense foi precedido pela realização de 2 estágios. Depois de se ter realizado o estágio da Zona Sul, na Sala de
Armas do Funchal, a 20 de Setembro, realizou-se o segundo
estágio de promovido pela AERAM no quadro das actividades previstas no calendário da competição
regional.

Estes estágios tiveram o condão de juntar os atletas neste
período que corresponde a uma segunda retoma da actividade, depois do regresso
condicionado em Junho.

Sob a batuta do seleccionador e mestre de armas, Carlos Rodrigues, e a ajuda dos treinadores Ricardo Catanho (Zona Sul) e Peter
Csáky (Zona Norte), participaram nestes estágios mais de duas dezenas de
esgrimistas dos vários clubes da Madeira.

Após todo o período de paragem devido à pandemia de covid-19, a esgrima foi considerada modalidade de baixo risco, uma vez que não existe
contacto corpo a corpo e o toque é realizado com a arma. Apesar da esgrima ser
uma modalidade de combate, esta situação permitiu avançar com maior confiança
para a retoma das competições regionais.

Houve a necessidade de ajustar a estrutura das provas, nomeadamente separar em horários diferentes os escalões em prova e os masculinos dos
femininos, de forma a diminuir o número de atletas no recinto desportivo; os
árbitros exercem a arbitragem preferencialmente numa única pista para diminuir
o contacto de superfícies comuns e tornar viável a desinfeção do material; no
final das pistas os atletas terão desinfectante para as mãos para evitar a
contaminação dos cabos de enrolador ao quais ficam ligados no decorrer dos
assaltos; o cumprimento final com o aperto de mão, que era anteriormente
obrigatório, está suspenso, passando a ser realizado apenas com a arma; a
circulação de atletas está condicionada ao estritamente necessário e cada um
terá um lugar de permanência fixa.