O médico do SESARAM, que está infectado com o novo
coronavírus, não desenvolveu a sua actividade profissional depois de saber que
estava infectado.
O profissional em causa ausentou-se da Região, por motivos
pessoais, entre sexta-feira da semana passada e a segunda-feira da semana em
curso.
À chegada à Região, fez o teste para Covid-19. Na terça-feira,
de manhã, quando se preparava para ir para o trabalho, recebeu a informação do
resultado positivo do teste e, de imediato, ficou em isolamento em casa. Ontem
repetiu o teste, que voltou a dar positivo.
No entanto, subsiste a dúvida sobre onde e quando é que o
médico foi infectado.
O teste, que o médico realizou no aeroporto, foi antes do
período médio de referência para dar positivo, contado desde o início da
infecção. O tempo médio, de acordo com estudos recentes (Sciences Advances) é
de cinco dias, ainda que possa ser inferior ou bem superior (Centro Europeu de
Prevenção e Controlo das Doenças – ECDC – 2 a 14 dias; média 5 dias). Por essa
razão é colocada como válida a hipótese de o médico poder estar infectado antes
da viagem ao continente, do último fim-de-semana.
Foi nessa altura, antes da viagem, numa fase em que não se
sabe se estava ou não infectado, que o médico contactou com dezenas de pessoas,
entre profissionais de saúde utentes dos serviços público e privado. Trata-se de um médico que fez urgências, esteve no Bloco
Operatório, realizou consultas, seguiu doentes em enfermarias e desenvolveu
trabalho nos dois sectores referidos.
Durante esta tarde, foi encerrada uma das salas do Bloco Operatório
do Hospital Dr. Nélio Mendonça que estava destinada ao médico que se encontra
infectado.
O IASAÚDE já emitiu um comunicado sobre o assunto e promete
mais informação para esta tarde.
