O Partido Ecologista Os Verdes
congratulou-se com o reconhecimento, pela UNESCO, do “enorme valor natural
desta ilha”. Daí que o galardão acarrete para o Estado português e para a
Madeira “uma maior responsabilidade como guardiões deste tesouro e a assunção
do compromisso de tudo fazerem para respeitar e valorizar este património
natural, promovendo um desenvolvimento sustentável”. Ainda assim, no entender
do partido, esta classificação obriga a uma "mudança radical" nas políticas que
têm sido seguidas no Porto Santo, e enumeram os problemas.
Primeiro, “quanto à erosão da orla
costeira, pondo fim à permissividade face à pressão urbanística que tem vindo a
ameaçar o cordão dunar e a Praia de Porto Santo”. Depois, em relação à
“construção de infra-estruturas sem a devida avaliação do seu impacto sobre a
Orla Costeira e sobre os ecossistemas marinhos e terrestres”. E, por fim, em
alusão “ao tratamento adequado dos efluentes urbanos e do abandono à erosão, ao
qual têm sido votados os cumes da ilha”, pedindo o partido “uma política
adequada de florestação”.
Por outro lado, Os Verdes consideram que “é fundamental quebrar o
isolamento a que a ilha está votada” e não deixam de “lembrar e lamentar que a
Região e o Ministério da Cultura não tenham o mesmo empenho para com a
candidatura das Levadas da Madeira a Património da Humanidade, proposta
apresentada pelo PEV e aprovada por unanimidade na Assembleia da República”.

