O Governo Regional reduziu a taxa sobre consumo ao rum da madeira e licores regionais para ajudar
o sector a ser mais competitivo no exterior, como o DIÁRIO conta na edição
impressa
desta quinta-feira, notícia que está a ser bem acolhida pelos
produtores.

É o caso de um
dos sócios da empresa engenhos da Calheta que, ao DIÁRIO, disse estar entusiasmado
com a nova medida: “É útil e vem beneficiar não só as empresas, como o próprio
agricultor em si. Porque a cana tem outro valor e é escoada com mais facilidade
e podemos até proteger um pouco o aguardente porque o escoamento é mais fácil”,
defendeu Carlos Bettencourt.

Considerando
que as bebidas espirituosas na Região revestem-se de uma importância estratégica
para a economia regional, sobretudo a produção de Rum da Madeira (aguardente de
cana sacarina), uma vez que é responsável pelo maior escoamento da produção da cana-de-açúcar
regional, o Governo Regional, através da Secretaria Regional da Agricultura e
Desenvolvimento Rural, decidiu tentar dar impulso ao sector, diminuindo a Taxa
do Imposto Especial de Consumo (IEC), de forma a que as bebidas da Região
possam estar a um preço mais equilibrado comparativamente aos produtos
similares provenientes do exterior.

Além disso,
Carlos Bettencourt acredita que a medida também poderá potenciar o aumento das
vendas no exterior: “Há muito tempo que andamos a pedir isto porque nos vinha
facilitar. Tínhamos um problema no continente porque não conseguíamos por uma
garrafa de aguardente normal, que chegava quase a 20 euros. Era impossível
escoá-la no continente, as pessoas não queriam. Por isso esta foi uma boa
medida para as empresas e para a agricultura em geral”, concluiu.

Saiba mais na edição impressa desta quinta-feira.