“As exigências
que, neste momento, se colocam ao Funchal não se compadecem com o clima de
instabilidade e indefinição a que assistimos neste Executivo
socialista, com mais um abandono intempestivo de quem tutelava
pelouros importantes da autarquia”. É desta forma que a vereação do PSD eleita
à Câmara Municipal do Funchal comenta a suspensão do mandato de João Pedro
Vieira, apontando para a “instabilidade” que dizem marcar a agenda do
Executivo do Funchal.

As críticas
sociais-democratas acusam ainda Miguel Silva Gouveia e a sua equipa de se
escusar reunir com os representantes legitimamente eleitos pela população, preferindo
“cumprir a sua agenda pessoal e política”.

O PSD diz que, neste
mandato socialista, já assistiu à “deserção de um Presidente, à instituição de
um novo Presidente não eleito democraticamente e a várias suspensões
forçadas de eleitos para garantir pelouros a outros interessados”,
recordando ainda “uma demissão com direito a indemnização” e agora “um abandono
por quem tutelava as importantes áreas dos Mercados Municipais, da
Fiscalização e das medidas de combate ao COVID19”.

Considera estar perante
uma “repetição de 2014, em que a equipa está subordinada às vontades e aos
apetites político-pessoais do Presidente".

Para o PSD, não
está em causa a saída ou a pessoa, mas sim a “estabilidade e a governação de um
Executivo que tem enormes desafios pela frente e que precisa, de uma vez por
todas, de agir e não apenas de reagir, refugiando-se em argumentos que já não
são aceitáveis, nomeadamente o do chumbo do orçamento e a da suposta asfixia
financeira quando, afinal, existe dinheiro para despesas
acessórias e não essenciais”, afirma a vereação PSD, sublinhando que “à
incapacidade de ouvir e de debater, democraticamente, as soluções que faltam ao
Funchal, junta-se, pelos vistos e perante mais esta suspensão de mandato, a
clara incapacidade deste Presidente manter a sua equipa coesa e pronta para
intervir e acorrer ao que os Funchalenses precisam e esperam”.