A presidente do Conselho Regional da Madeira da Ordem dos Advogados,
Paula Margarido, defendeu, esta manhã, um combate mais eficaz contra a
corrupção e o branqueamento de capitais, manifestando-se preocupada com as
consequências destes fenómenos criminais no enfraquecimento da Democracia e no
aumento do fosso entre ricos e pobres.

Falando nas jornadas sobre ‘Branqueamento de Capitais’ que decorrem no
Centro de Congressos da Madeira, Paula Margarido afirmou: “Fico atónita com o
que vamos vendo por aí, em que o desejo do lucro, do engrandecimento e do poder
suscitam a criação de complexas redes organizacionais que tendo por fim a
triplicação do lucro vão apostando na corrupção que lhes permite ganhar uma aura de impunidade, corroendo as entranhas da democracia e aumentando o fosso
entre os que muito têm e aqueles que arduamente trabalham e que tão pouco têm”.
A representante da Ordem dos Advogados justificou ainda a necessidade de um
amplo debate público sobre esta matéria: “Branqueamento de capitais, esse ‘money
laundering, que procura dissimular a origem criminosa de bens ou produtos,
procurando dar-lhes uma aparência legal, introduzindo-os no sistema
económico-financeiro que tem conhecido várias configurações de excessiva
complexidade técnica que poderão justificar ou não a necessidade de ultrapassar
barreiras impostas pelos meios judiciários para que o combate se torne mais profícuo,
mais eficaz”.