Cláudia Monteiro de
Aguiar garante que estará atenta à justa repartição das verbas europeias por
parte do Estado Português, no que ao Fundo de Recuperação respeita e sublinha
“que não é hora de se promoverem injustiças entre as várias regiões do
continente e ilhas”

Na sequência das declarações
tornadas públicas a cargo da Comissária para a Coesão e Reformas, Elisa
Ferreira, a Eurodeputada Cláudia Monteiro de Aguiar mostra-se firme e garante
“que estará atenta à justa distribuição das ajudas”, sublinhando que essa devia
ser a obrigação do Estado Português, num momento em que assume a recuperação
nacional como prioritária em todas as suas regiões”.

“Não é hora de se promoverem
injustiças entre as várias regiões do continente e ilhas”, reforça, a este
propósito, a deputada Social-democrata, que ressalva, em conformidade com o
Presidente do Comité das Regiões Europeu, Apostolos Tzitzikostas, “a
necessidade de um diálogo aberto e transparente com as diversas regiões,
atendendo às suas especificidades e à forma como foram afetadas pela pandemia
COVID-19”, devendo evitar-se “qualquer partidarização na alocação dos fundos,
sempre no total respeito do princípio da não discriminação”.

Perante a falta de uma
garantia de compromisso, por parte da Comissária Europeia socialista
relativamente à vigilância na distribuição dos montantes do fundo de
recuperação e resiliência por parte de cada Estado-Membro, Cláudia Monteiro de
Aguiar afirma que “será uma voz ativa” relativamente às decisões do Governo da
República e, caso entenda necessário, interpelará a Presidência da Comissão
Europeia.

“Temos de ter particular
atenção às regiões ultraperiféricas da Madeira e Açores, ao Algarve e às
regiões mais pobres do País e esta é, acima de tudo, uma oportunidade única de
alcançar a convergência no território nacional e inverter a política dos
últimos anos, que votou o interior ao abandono e que tem ignorado, nos seus
direitos e interesses, as Regiões Autónomas”, vincou.

Recorde-se que Portugal vai
receber 13,8 mil milhões de euros sob a forma de subvenções do Fundo de
Recuperação, os quais caberá ao Governo Português aplicar e distribuir pelas
diversas regiões, em sectores que considere prioritários e em linha com o Pacto
Ecológico Europeu da União Europeia.