O PS-M não tem dúvidas em afirmar que o Orçamento da Região “é claramente um orçamento para marcar passo”. Numa primeira reacção ao DIÁRIO, sobre o documento, Miguel Iglésias fala em menos investimento e em falta de novidades na fiscalidade, mas afirma que os socialistas ainda vão estudar o documento com maior profundidade.
“Teremos no geral menos investimento, sendo que os aumentos das dotações correntes na saúde e educação referem-se praticamente aos efeitos remuneratórios do reposicionamento nas carreiras, e teremos uma diminuição substancial no investimento em Habitação, que devia ser uma prioridade regional”, afirma o líder parlamentar do PS. Aliás, acrescenta mesmo que, “em bom rigor, contabilizando os activos financeiros o orçamento na saúde diminui substancialmente o que não deixa de ser uma contradição”.
“Não há novidades em matéria fiscal, exceptuando aquelas que serão aplicadas no âmbito do Orçamento de Estado pelo Governo da República, como por exemplo as isenções de IRS para os jovens em início de carreira, uma das bandeiras do PS”, admite.
Além disso, relembra que este é um orçamento mais curto comparativamente com o ano anterior, pelo que “infelizmente vemos uma engorda com as empresas públicas regionais, com o aumento dos conselhos de administração e com as assessorias nas secretarias. Começamos mal a legislatura”.
No entanto, os socialistas assumem que vão estudar em profundidade o documento, “definir o voto na generalidade, e começar a preparar as propostas de alteração que julgamos necessárias na especialidade para melhorar o documento em prol de todos os madeirenses e porto-santenses”.

