O núcleo regional da Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) reuniu hoje de manhã com a Administração dos Portos da Madeira (APRAM), no sentido de expor algumas preocupações dos taxistas, seus associados, com vista à melhoria das condições de trabalho no Porto do Funchal.

Segundo Paulo Azevedo, responsável pelo Núcleo da Madeira da CPPME, os taxistas que prestam serviço naquela infraestrutura portuária pretendem que as placas de sinalização da praça de táxis esteja mais visível, pedindo ainda que a localização da mesma não esteja no fim da linha, atrás dos autocarros de excursões, por exemplo, ou dos quiosques de agências a vender serviços turísticos.

“São algumas anomalias que a nova presidente da APRAM, eng.ª Paula Cabaço, não tinha conhecimento e que agora ficou esclarecida”, garantiu. “Por exemplo a sinalética não é suficiente e a única que existe é uma placa que está no fim do porto, enquanto a praça de táxis é no início do porto, sem contar que ficam ‘escondidos’ atrás dos autocarros e quem sai dos navios não sabe que existem como opção de transporte para o Funchal. Também os quiosques das agências têm localização privilegiada para vender as suas excursões e quando os turistas chegam até os taxistas já compraram nas agências e nem sabiam que estes também faziam excursões. Também abordamos a falta de casas de banho para os taxistas poderem usar e quando vão para dentro da Gare Marítima, muitas vezes são barrados e lhes é dito que não podem abandonar a viatura, por isso têm de sair do lugar e ir de carro para fora do porto para poderem ir à casa de banho”, exemplificou.

Por outro lado, referiu, querem uma solução para aquilo que entendem ser uma duplicação de taxas para os profissionais que pretendem fazer o serviço no Porto do Funchal, uma vez que não só pagam à APRAM um valor, como também têm de pagar um valor semelhante à AITRAM (Associação de Táxis da Madeira), à qual pagam esse valor apenas para constar das escalas no serviço a efectuar. Um valor que, entendem, não deveria ser cobrado ou apenas cobrado pela APRAM, entidade que mostrou sensibilidade para solucionar esta divergência. Basicamente os taxistas que queiram entrar no Porto do Funchal pagam 63 euros (mais IVA) à APRAM e ainda têm de pagar mais 60 euros à AITRAM para ter direito a uma escala, situação que tem gerado descontentamento. “Não faz sentido nenhum”, afirma. “Há um protocolo (entre APRAM e AITRAM) que não está a ser cumprido e está a ser usado para outros fins, há outros interesses que não fazem sentido e esperamos sejam resolvidos”, atirou.

Nova reunião foi falada para realizar em breve no sentido de serem apresentadas outras temáticas, realçando que “até agora não havia oura entidade a defender os taxistas e agora há a Confederação”, que mesmo assim abarca várias áreas de actividade.

A actual direcção do núcleo da CPPME tomou posse no início do ano passado, mas só em Novembro começou a trabalhar mais afincadamente para conseguir ter mais associados, que actualmente ascendem a 35, isto numa confederação nacional que existe no actual formato há 33 anos e até há um ano não tinha qualquer representação regional.

O trabalho de informação e sensibilização dos micro, pequenos e médios empresários para a importância de se unirem numa mesma entidade representativa, tem ocupado grande parte do trabalho da direcção liderada por Paulo Azevedo, que lembra que são estes que, ao contrário das grandes empresas com sedes até fora do país em regimes fiscais mais favoráveis, pagam em Portugal os seus impostos e não têm o devido reconhecimento.