Na discussão do orçamento regional (OR) para 2020 na Assembleia Regional os deputados da oposição apresentarem os seus argumentos e o Governo (GReg) respondeu ponto por ponto às questões que lhe foram colocadas, ao contrário do que sucede na Assembleia da República onde o Primeiro Ministro se furta sempre a responder às questões que a oposição lhe coloca. Tivemos um Vice Presidente do GReg claro e assertivo na explanação das linhas mestras do OR e nas suas respostas a uma oposição com poucos argumentos, nomeadamente a bancada do PS onde a única coisa digna de realce foi o aumento do número de deputados. Esperava-se que os corajosos da mudança apresentassem algo de novo que fizesse jus a esse epíteto mas não. Limitaram-se a repetir alguns argumentos passadistas e inócuos já usados por anteriores deputados dessa mesma bancada, talvez porque desapareceu o único argumento com alguma substância usado no passado e capaz de fazer mossa ao governo, a dívida pública da RAM que está a ser amortizada a bom ritmo ao contrário do que o Governo da República (GR) faz com a dívida pública nacional. Por outro lado temos de reconhecer que não é fácil estar completamente subjugado ao PS nacional e aos interesses do GR em detrimento dos interesses da RAM, coragem para que te quero, e apresentar argumentos válidos para contrariar as políticas postas em prática pelo GReg seja na saúde, investimento público, redução da dívida pública e nos diversos setores do funcionalismo público, que na maioria dos casos são francamente melhores e nunca piores do que as do GR. Vejam lá que até o argumento da “gritaria” desapareceu! É igualmente interessante ver a atual liderança bicéfala da bancada parlamentar dos corajosos da mudança, tal como acontece aliás com a liderança do partido onde o presidente não é o líder que manda nem o líder que manda é o presidente. Enfim singularidades dos “corajosos” socialistas madeirenses. Só me resta perguntar “coragem de mudar” o quê?
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