Pelos frutos se vê a árvore. Quase um em cada três madeirenses corre risco de pobreza. Este é o maior libelo acusatório a este governo. O resto é conversa. Nos 40 anos de autonomia, nunca houve um plano integrado para os transportes marítimos, terrestres e aéreos. Agora pior, espalham-se em três pastas. A saúde revelou-se o calcanhar de Aquiles da coligação. As listas de espera, as nomeações para o SESARAM e os equipamentos adquiridos e nunca usados são exemplos. Um governo que navega à vista, sem projeto nem orientação. Quanto aos partidos que o suportam, o CDS ocupa-se da corrida aos tachos. Copia o comparsa numa avidez que não consegue disfarçar. Assim, corre o risco de desaparecer, de se diluir numa laranjada fora de prazo, sem gás e sem gosto. Um problema que não é só do CDS, pois, pode dar azo a fenómenos extremistas, demagógicos e populistas. O PSD que, na Assembleia da República se mostra mais preocupado com uma estratégia anti Rio do que que com a Madeira, boicota eleições internas e fotocopia boletins. É assim que se governam. Frutos, quais frutos?

[email protected]