
Não entendo bem esta coisa dos “100 dias”. Culpa de Roosevelt, o presidente americano que encheu o congresso de legislação logo no início do seu mandato, beneficiando de uma confortável maioria e de uma conjuntura que favorecia a aprovação célere das suas iniciativas legislativas. Este marco tornou-se uma dificuldade para muitos dos presidentes que lhe seguiram. Talvez com excepção de Obama.
Por cá tem menor significado, salvo o jornalístico, e não se afere da qualidade ou competência de um governo pelo passar desses escassos três meses e picos. Até porque a ferocidade legislativa americana para aqui não é chamada. Somos tão só uma Região com autonomia e não um país.
No caso do XIII Governo Regional aconteceram três passos até aqui: foi acordada uma coligação com pragmatismo e rapidez; constituído governo, aprovado o seu programa e organização interna; e aprovado o orçamento, podendo passar a governar com plenas condições.
Agora é deitar mãos à obra sem esquecer as questões que, no dia a dia, preocupam mais os madeirenses. A saúde, os transportes e a mobilidade, o emprego, a habitação e por aí fora, bem como as questões estruturais, sejam físicas (novo hospital) ou legislativas (revisão da lei de finanças regionais) que são, entre outras, prioridades desta governação.
Acredito que este governo, garantida a estabilidade por via do acordo de coligação e assegurada a sua coesão funcional (que não de opinião), tem todas as condições para alcançar, com sucesso, o final do mandato.