Foi com tom áspero que Miguel Albuquerque respondeu às perguntas dos jornalistas sobre instabilidade no SESARAM, devido às divergências sobre a nomeação de pessoas para diversos cargos. A falar à margem de uma visita à Zona Franca da Madeira, com a participação do presidente da Comissão Política do CDS, o presidente do Governo e do PSD disse que nada está decidido e que tudo o que foi acordado entre o PSD e o CDS, para a coligação de Governo, será cumprido.
O presidente do Governo atribui as notícias sobre a saúde a interesses de quem quer que haja cisão na coligação, mas, garante Albuquerque, o entendimento vai perdurar. “São rumores para desagregar.”
Rui Barreto tal como Albuquerque disse haver confiança entre as partes, o que não significa que não existam discordâncias.
Como o DIÁRIO avançou em primeira mão, a presidente do SESARAM reuniu, ontem, os directores de serviço e pediu-lhes que se pronunciassem sobre as alterações aos Estatutos do SESARAM, nomeadamente para alterar a composição do Conselho de Administração e deixar de ser exigido que a Direcção clínica seja assumida por um médico dos quadros. Houve uma votação secreta e 30 médicos votaram contra e 4 a favor.
A votação, na prática, foi uma moção de censura á nomeação da médica Filomena Gonçalves para a Direcção Clínica, um nome indicado pelo CDS, assim como outros que ainda não foram nomeados.

