Para reflexão, gostaria de perguntar a quem tem o papel de nomear/constituir os membros das mesas das assembleias de voto e que não raras vezes queixam-se de haver alguém de querer mandar nas suas áreas geográficas (quer exterior quer até regionais) e até poderia dar vários exemplos da nossa classe politica mesmo aqui dentro da RAM, que como todos nós sabemos apregoam aos sete ventos que não é necessário vir ninguém de fora para impingir e/ou decidir os seus destinos, chegando até ao ponto de se queixar de haver um grande défice democrático.

Isto vem a propósito da nomeação de elementos para mesa das assembleias de voto e querendo frisar que não tendo nada contra a ninguém, no entanto vejo nessas nomeação uma gritante falta de respeito/sensibilidade, nomanndo eleitores que muitos nada têm em comum com o lugar para onde são nomeados, por várias ordem de razão e até de afinidade, muitos vezes nunca terem por lá passado, limitando-se a estar presente nesse dia por interesses que todos nós conhecemos.

MEUS CAROS POLITICOS, será que em pleno século XXI, numa Madeira livre, desenvolvida e Autonóma, não existe pessoas/eleitores residente no local onde funciona essas mesmas mesas de voto capazes de desempenhar essas funções? Por experiencia própria e com conhecimento de causa, não tenho a mínima duvida que sim e vocés, também sabem que é bem verdade, pelos menos têm um dever de notarem isso aquando da passam por essas zonas apelando!? o voto. No entanto, os senhore(a)s continuam se julgando superiores (mas muitas vezes também se queixam), continuam a tratar os residentes de certas/muitas zonas ainda como se vivêssemos em séculos passados, esquecendo que quem tem a arma do voto é o povo e como já cantava Zeca Afonso no Grândola, Vila Morena, no final “o povo é quem mais ordena”.

Mas, deixando de meias palavras e para não ficãrmos só no subjetivo, deixo aqui algumas questões para os ilumindados que foram responsaveis pela constiutição da Mesa n.º 5 da Secção de Voto da Freguesia de Campanário, Concelho da Ribeira Brava, (apenas e só, um mero exemplo). Será que na zona onde funciona essa mesa de voto não existe jovens que gostariam de ter essa experiencia até enriquecedora e de receber os tais ...€? Não gostariam de saber que também são válidos e capazes e não serem só aliciados por uma caneta, uma T-shirt ou um prato de macarrão? Será necessário mandarem jovens de outros sítios e que por lá nunca passaram? Será que existem votos que valem por dois, ou cada pessoa tem direito a um voto só?

Em jeito de conclusão mencionam o velho ditado que diz que”a mulher de César não basta ser honesta tem de parecer honesta”.

Domingos Andrade